Leonardo Valle

Todas as pessoas podem ser voluntárias. Entretanto, fazer uma avaliação pessoal antes de optar pela instituição e atividade a ser exercida é indicado. Em linhas gerais, planejamento e responsabilidade também são importantes para que a escolha seja realizada de forma certeira e não haja desistência no meio do caminho.

“Assim como acontece com qualquer ocupação, outras pessoas dependerão do seu trabalho a partir do momento em que você se comprometer”, assinala a superintendente do Desenvolvimento Institucional do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc), Tammy Allersdorfer. Conheça, a seguir, sete orientações antes de começar a ajudar o próximo!

1- Visite a instituição

“Analise se as necessidades da instituição se encaixam com a forma que você pensou em ajudar e com a sua carga horária disponível”, orienta Tammy.

2- Identifique a melhor forma de ajudar

Nem todo trabalho voluntário atende diretamente a população com a qual a instituição trabalha. O voluntário, por exemplo, pode atuar usando os seus conhecimentos profissionais. “No Graacc, há diversos voluntários no campo jurídico ou administrativo, que não lidam com as crianças”, conta Tammy. Outra orientação é identificar suas potencialidades. “Há voluntários que são melhores na parte organizacional, outros levantando doações”, complementa o fundador da Casa 1, instituição que acolhe pessoas LGBTs expulsas pela família, Iran Giust.

3- Entenda a dimensão do trabalho

“Alguns voluntários têm a expectativa de chegar, fazer uma coisinha ou outra e voltar para as suas casas. Contudo, a demanda de trabalho costuma ser maior do que muitos imaginam”, adverte o coordenador de programação da Casa 1, Bruno Oliveira.

4- Disponibilize horários que possa cumprir

Trabalho voluntário é, antes de tudo, trabalho. Pessoas contarão com a sua presença nos dias em que você se prontificar a ajudar. Para completar, a falta de comprometimento pode ser emocionalmente prejudicial ao grupo assistido. “As pessoas que atendemos têm um perfil de abandono. Nesse sentido, estabelecer relações é importante para eles”, ressalta Iran.

5- Conheça as políticas de atuação

Cada instituição possui uma política de atuação. “No nosso caso, os voluntários precisam entender as perspectivas de identidade de gênero e orientação sexual com as quais trabalhamos. Isso evita preconceitos involuntários ou postura discriminatória”, informa Iran.

6- Analise os seus limites

Será que você está preparado para lidar diretamente com pessoas em situações extremas? Assim, é necessário analisar o quão fortalecido está o seu emocional antes de oferecer um trabalho voluntário que lide diretamente com grupos vulneráveis. “Nós convidamos os aspirantes a voluntários a conhecerem o hospital. Durante a visita, eles já sabem dimensionar se ficarão confortáveis exercendo a função”, relata Tammy.

7- Esteja aberto aos feedbacks

Assim como qualquer tipo de trabalho, o voluntário pode atuar liderando pessoas ou sendo liderado. Em ambos os casos, é preciso estar aberto para dar e receber feedbacks positivos ou negativos. O objetivo é a melhoria do trabalho do voluntário visando beneficiar ainda mais as pessoas assistidas pelo projeto.

Reuniões de formação da Casa 1 ajudam explicar a política da instituição e a identificar os diferentes perfis de voluntários (Crédito: arquivo pessoal)

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