MANIFESTO – IDEIAS QUE TRANSFORMAM: INOVAÇÃO E TECNOLOGIA PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL

Trinta e sete jovens de cinco projetos e instituições apoiados pelo Instituto Claro no Rio de Janeiro foram convidados a falar sobre os maiores problemas que enfrentam no dia-a-dia, com base nos ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – da ONU. Após enviarem vídeos, eles se reuniram para criar três manifestos com o tema “Ideias que Transformam: inovação e tecnologia para um futuro sustentável”, em dinâmicas facilitadas pela equipe do Nexialistas e com a presença de um representante da ONU. O resultado foi apresentado no palco do Theatro NET Rio no dia 27/2. Para saber mais sobre os ODSs, clique aqui.

CONHEÇA OS MANIFESTOS

MANIFESTO 1


O que é educação?
O que é ensinar?
Quem aprende?
É útil?
Aprendemos assuntos que não sabemos se vamos usar.
Tudo começa com o desastre na saúde pública. Hospitais sucateados, falta de médicos e quando junta o saneamento básico está pronta a fórmula da morte. FALTA DE DIGNIDADE! Desumanizamos o conhecimento.
Não conhecemos a nossa história. Quando conseguimos entrar em ambientes como faculdades, se conseguimos, nos sentimos acuados. Não é valorizada a nossa cultura, mesmo que NÓS sejamos a cultura brasileira!
Basta do olhar colonizador! Queremos na escola o ensino real da cultura africana, indígena e todas as outras, com provas e os dois lados da moeda. Não queremos ouvir que o indígena é preguiçoso e burro, nem que os próprios negros se escravizaram, isso só reprime, apaga essas pessoas e marginaliza os que já nascem se valor perante a sociedade.
As minorias são submetidas a um sistema que as fazem pensar que seu lugar é servir. Quem já não sentiu medo de ser mal interpretado? A violência policial responde. As minorias são o alvo mesmo que não façam nada de errado, são os que apanham. O estereótipo é esse: Negro, pobre e LGBT. “O dever da polícia é interferir nos problemas da segurança na sociedade”, mas os moradores de favela preferem não ver os fardados por terem medo de serem confundidos com os infratores. O racismo grita entre nós!
A MULHER nem se fala, se você for tudo dito acima e ainda for desse gênero, se prepara para morrer! É uma tabela, quanto mais marcações, mais fácil de ser estuprado, espancado, assassinado.
Necessitamos de algo AGORA. As ações afirmativas existem, como a política de cotas (para inserir grupos historicamente marginalizados), mas estagnamos e não estamos corrigindo nada, não estamos inserindo ninguém.
O que você pode fazer agora? Atuação de cada um é imprescindível!

 
 

MANIFESTO 2


Nossa sociedade enfrenta grandes dificuldades para respeitar as mais diversas formas de existir. As minorias não se sentem representadas em nenhum contexto social. Ocorrem violações de direitos.
‘’Eu tenho um familiar que sempre amou a filha e após alguns anos ela se assumiu lésbica. Seu pai disse que preferia que a filha fosse traficante, que teria solução, do que escolhesse a própria sexualidade’’
‘’Como mulher, sofri perseguições e já fui apedrejada por estar saindo com outra mulher’’
“Meu relacionamento era abusivo. Não era agressão física mas um abuso velado. Essa situação foi tão ruim que me causou danos psicológicos’’
“Eu sou sempre perseguido dentro do shopping pelo fato de ser negro”
‘’Não temos que aceitar e sim respeitar o espaço do outro’’
Estamos cansados de resistir, eu só quero ser aceito.
Quem aqui não se sente representados por algumas dessas falas?

PRECISAMOS:
– Investir na educação e o desenvolvimento de crianças e adolescentes de forma consciente;
– Incentivar dentro das empresas, escolas e da mídia a representatividade por parte das minorias;
– De desenvolvimento educacional criado por uma interação pedagógica;
– Levar nossos temas para serem vistos por autoridades;
– Intervir de forma dinâmica;

DESEJAMOS:
Atingir desde crianças até idosos para que, “para ontem”, a nossa sociedade seja construída com base no respeito ao que é diferente;
Todos somos iguais independente de suas diferenças.
Precisamos ter contato com as diversidades e aprender a lidar com ela a partir da visão da minoria.
Somos o amanhã. Precisamos despertar a vontade dos jovens de serem críticos em relação a sociedade. Tendo ideias inovadoras, faremos um futuro gigante com diálogos gigantes.
Acompanhamento psicológicos para lidar com a instabilidade emocional.
Pequenas palavras mudam ideias!

O Brasil é o país que mais mata minorias. Nossa ideia é que pessoas negras, lgbts, mulheres sejam respeitados. Foi constatado que, em 2016 e 2017, houve um aumento de 30% de casos de assassinatos e nada muda.
Dados são apenas números, a mídia não dá atenção para as minorias e viram apenas estatísticas, mas essas pessoas não são apenas números são nossos amigos, namorados, filhos e parentes.
Estamos em 2019, que tal mudar esse cenário a partir de agora?

 
 

MANIFESTO 3


Porque somos tratados diferentes dos outros?
Porque existem essas barreiras invisíveis?
Porque existem ambientes que não nos aceitam?
Será que tem algo de errado comigo?
Porque não pertencemos?
É a desigualdade que nos afasta!
Hoje, em 2019, ainda enfrentamos problemas e situações que definitivamente não deveríamos enfrentar. Como, por exemplo, um conhecido que foi perguntado, enquanto saia da escola, se ele ia para senzala, só porque ele era negro. Ou aquele primo que precisava de uma cirurgia mas que nunca foi atendido.
Esse são exemplos que não deveriam existir. Acreditamos que a saúde e a educação são as mais afetadas pela desigualdade.
E para que possamos mudar a nossa realidade, a participação entra como peça chave. Nós queremos criar perspectivas e que elas sejam ouvidas.
Para que isso aconteça, lutemos para que tenhamos uma educação de base de qualidade, que a escola promova o respeito mútuo, que exista uma comunicação eficaz entre o professores e alunos que gere uma motivação para os jovens, para assim, diminuir, por exemplo, a evasão escolar.
Lutemos para que os alunos tenham o incentivo a atividades extras curriculares – que ocupem museus e universidades –  que façam uso de tecnologias e que tenham transporte e segurança para garantir o futuro da juventude do brasil.
Além disso, nós acreditamos que a promoção da saúde e bem-estar, começa com a melhoria da gestão do SUS, para assim promover o acesso universal à saúde. Nós vamos cobrar o maior engajamento dos órgãos públicos para que essa mudança aconteça e para que promova um atendimento mais rápido, eficiente e humanizado para a população. E é por isso que, diminuindo a desigualdade, nós vamos melhorar a vida de todas as pessoas. Nós queremos ACABAR com todo isolamento sócio espacial, de gênero e de raça para criar o Brasil que queremos para o futuro.
Já que a desigualdade nos afasta, lutemos então pela participação da juventude em todas as esferas de diálogo da sociedade, por que são eles que nos aproximam.
E agora, finalizamos com um pouco de arte, pois a arte nos liberta.

Eu sou a resistência do povo
Eu sou o pobre que caí, e levanta de novo
Eu sou o vira-lata que revira a luz
Eu sou a mãe que chora na fila do SUS
Eu sou a Mariele que ainda ta presente
Eu sou a revolução contra o presidente
Eu sou a educação na evolução
Eu sou a família pobre que não compra pão
Eu sou o vagabundo que quer o alimento
Eu sou o medo da facul quando to dentro
Eu sou o medo da facul quando tô dentro,
Eu sou a criação do povo e o Brasil
Eu sou a dor da Glock e o ronco do fuzil
Eu sou o Brasileiro com a cabeça a mil
Sou filho da corrupção mas o que fugiu.

 

 

MAKING OF


EQUIPE DE CONSTRUÇÃO DOS MANIFESTOS

Alyne dos Santos Amaral – Ação Social pela Música
Amanda Dias Santana de Almeida – Fundação Gol de Letra
Amanda dos Santos Alves – Fundação Gol de Letra
Anna Roberta Estevão Moraes – UNICEF
André Renato Soares da Silva – Fundação Gol de Letra
Brenda Geovanna Soares da Silva – Dupla Escola
Daniel Oliveira da Silva – Dupla Escola
David dos Santos Nascimento – Ação Social pela Música
Eduardo Keonne de Souza Lopes – Fundação Gol de Letra
Felipe Marques de Assis Rodrigues – Dupla Escola
Felipe Morgado de Andrade Lima – UNICEF
Gelson Henrique Silva da Silva – UNICEF
Gilvana Santos Silva – UNICEF
Guilherme Santos da Costa – Dupla Escola
Ivana Moraes Leira – Dupla Escola
João Vitor Gomes – Fundação Gol de Letra
Joel da Cruz Silva – Dupla Escola
Juliana Trindade da Rosa – Fundação Gol de Letra
Karim Silviano Elwasiaa – Dupla Escola
Larissa dos Santos Bezerra – Ação Social pela Música
Luis Felipe Vieira Pereira – Ação Social pela Música
Luiz Felipe Cruz Pereira – Ação Social pela Música
Luma Moura da Silva Lopes – Campus Mobile
Maria Clara Monteiro Souza – UNICEF
Mariana da Silva Assis – UNICEF
Mariana Pereira – Ação Social pela Música
Matheus Alexandre Ferreira – Fundação Gol de Letra
Mauro Márcio Anjos Cassemiro – Fundação Gol de Letra
Natanael Vieira França Laurentino – Dupla Escola
Nathalia Almeida de Queiroz – Fundação Gol de Letra
Olavo John Clemente de Souza – Ação Social pela Música
Pablo Alisson de Castro Silva – Ação Social pela Música
Rodrigo Cunha da Silva – Ação Social pela Música
Samara Abrahão Bugarin Barbosa – Dupla Escola
Thais Machado da Silva – Campus Mobile
Wesley Oliveira dos Santos – Fundação Gol de Letra
Victor Lucas Pacheco Freitas – Ação Social pela Música

Os textos desenvolvidos acima são de autoria dos 37 jovens citados e não necessariamente expressam a opinião e o posicionamento do Instituto Claro.

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