O suíço Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827) foi fortemente influenciado pelas ideias do francês Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). A partir dessa influência e de sua experiência prática em instituições de ensino de seu país, ele criou um modelo educacional que levava em conta não apenas o aspecto cognitivo, mas também o desenvolvimento físico e emocional dos estudantes.

Na obra de Pestalozzi, destaca-se o conceito de afetividade. O pensador acreditava que a relação entre educadores e estudantes era um fator determinante para o sucesso da educação, afirma a pesquisadora, e doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP), Dora Incontri. Apesar de relativamente desconhecido no Brasil – há poucos textos seus traduzidos para o português –, as ideias do pensador podem ser identificadas em práticas escolares até hoje, como as aulas-passeio, que são conhecidas também pelas denominações trabalho de campo ou excursão.

Nesta entrevista, que faz parte da segunda temporada da série Pensadores na Educação, a especialista apresenta aspectos da vida e obra do autor, elucida alguns de seus principais conceitos e indica leituras para conhecê-lo melhor.

Acesse abaixo os outros episódios da série:

John Dewey e a educação para a democracia
Freinet e o ensino com base nos interesses do aluno
Anísio Teixeira e a construção do projeto de ensino público no Brasil
Skinner e o uso educacional da análise do comportamento

Veja também a primeira temporada dos Pensadores na Educação

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