O livro “Informática na Educação Escolar”, de autoria de Kenia Kodel Cox, propõe a análise da prática escolar sob o enfoque do uso adequado e eficiente das tecnologias. Aborda desde a natureza dos computadores em sala de aula até as ações práticas, como a necessidade de uma postura crítica tanto de educadores como alunos. Demonstra as vantagens do uso da informática na escola, como provocação de mudanças, desenvolvimento de novas linguagens, favorecimento da interdisciplinaridade e até mesmo a preparação para o mundo do trabalho, além do estímulo à participação do aluno e a interação dos agentes escolares.

 

 

Por fim, o livro apresenta relatos de experiências com o uso do computador na escola, a partir do uso de softwares de jogos educacionais e recursos de educação a distância, e encerra listando requisitos para a capacitação docente, como: disposição para estudar, domínio da informática, ousadia, cumplicidade, criatividade e socialização de “saberes” e “fazeres”.

 

Como já abordara Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia: “Ensinar não é transferir conhecimento. Exige consciência do inacabamento, bom senso, alegria e esperança. Ensinar exige apreensão da realidade, curiosidade e a convicção de que a mudança é possível. (…) E compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo.”

 

Em um contexto tecnológico, cabe ao educador, atuando como mediador entre a informação e o conhecimento, propor essa intervenção, estabelecer estratégias eficientes para o uso das tecnologias no ambiente escolar.

 

De acordo com Cox (2003, p. 109):

 

“(…) a inserção da informática na educação escolar não foge à regra geral. Para intervir, os professores, assim como os outros agentes educacionais, precisam dispor de conhecimentos e habilidades específicas. Precisam, dentre outras coisas, conhecer as ferramentas computacionais que podem ter serventia à sua prática educacional escolar e saber explorar os instrumentos da informática de forma que atendam aos objetivos educacionais.”

 

A intervenção que o educador pode propor ao alunado é a de tornar os multimeios, de mero recurso recreativo e lúdico, em ferramentas de seu fazer pedagógico.

 

O referido livro foi utilizado por mim como um dos referenciais teóricos que usei no meu fazer pedagógico, dentro da especialização em TICs na Promoção da Aprendizagem (UFRGS-2007), com alunos da educação especial da escola onde funciona o Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) Rio Grande, na cidade do Rio Grande – RS, no qual sou multiplicador em informática educativa, desde 2005.
Através de projeto de aprendizagem com alunos da 2ª série DM (deficiência mental), desenvolvi o TCC intitulado “Inclusão de portadores de necessidades educativas especiais: entre o paradoxo tecnológico e o educacional”.

 

Referência citada:
COX, Kenia Kodel. Informática na Educação Escolar. Coleção Polêmicas do Nosso Tempo, 87. Campinas: Autores Associados, 2003.

 

* José Antonio Klaes Roig é especialista em Tecnologias da Informação e da Comunicação na Promoção da Aprendizagem; multiplicador em informática educativa atuando em Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) em Rio Grande – RS.

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments

Talvez Você Também Goste

Conheça 9 dinâmicas para ensinar matemática a aluno com TDAH

Atividades lúdicas aliadas a conteúdos curriculares ajudam a trabalhar atenção e memória

Dissecação de flores ajuda a abordar angiospermas nas aulas de biologia

Atividade permite ao aluno identificar cada parte da planta e sua função na reprodução

Confira 11 orientações para ensinar educação musical a alunos surdos

Professores podem desenvolver atividades que explorem a vibração do som com toda a turma

Receba NossasNovidades

Receba NossasNovidades

Assine gratuitamente a nossa newsletter e receba todas as novidades sobre os projetos e ações do Instituto Claro.