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Tanto a Constituição quanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação preveem que os estudantes devem ser avaliados em vestibulares que levem em consideração as particularidades de suas experiências e percursos escolares. É com base nessa determinação que, desde 2008, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tem uma prova específica para indígenas.

Além da instituição, há outras que têm exames para essa população, como as universidades Federais do Paraná (UFPR), de Brasília (UnB) e de Roraima (UFRR). E, a partir deste ano, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) também passa a oferecer essa opção.

Deusilene Theodoro, primeira estudante indígena formada no curso de gestão e análise ambiental pela UFSCar (crédito: Ana P. Vieira/ 1ª Página)

 

Nesta edição, você ouve o depoimento da pedagoga que acompanha esses alunos no campus São Carlos, desde 2009, e integra a coordenadoria de relações étnico-raciais da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade da UFSCar, Thaís Palomino. Ela afirma que, inicialmente, a prova era aplicada apenas lá. “Devido às solicitações dos movimentos indígenas para que o vestibular fosse levado para locais próximos das comunidades, nos últimos três anos, houve a descentralização”, explica. Atualmente, a aplicação é feita em Manaus, Recife, São Paulo e também em São Gabriel da Cachoeira.

O Instituto Claro entrevista também o coordenador da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp(Comvest) e professor do departamento de história da instituição, José Alves de Freitas. Para ele, o vestibular indígena respeita a diversidade das culturas desses povos. Segundo dados do IBGE, existem cerca de 305 etnias que falam mais de 270 idiomas no Brasil.

Das 610 inscrições no primeiro ano de aplicação da prova pela Unicamp, metade vem da cidade de São Gabriel da Cachoeira (noroeste do estado do Amazonas), de acordo com o docente. “Depois, nós temos outro fluxo grande em Manaus, e, em número menor, na própria cidade de Campinas, em Recife e Dourados”, revela.

No podcast, os entrevistados explicam porque é necessária uma prova particular para os povos indígenas, comentam como as universidades acolhem e viabilizam a permanência dos ingressantes, revelam o que se ganha com a chegada desses alunos no grupo, além de destacarem as áreas mais procuradas por eles: saúde e educação.

Estudante realiza vestibular especificamente voltado aos indígenas (crédito: MEC/divulgação)

 

Créditos:
As músicas utilizadas na edição do áudio, por ordem de entrada, são “Txai” (Milton Nascimento) e “Nozani Na” (Milton Nascimento e Marlui Miranda).

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Sheyla Reis
2 anos atrás

O site está de parabéns , conheci por acaso e estou lendo a maioria dos conteúdos há mais ou menos 3horas entre vídeos , podcast e entevista .
Me apaixonei.
Já indiquei .

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