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“[É importante] Trazer coisas novas pra gente aprender, pra gente prestar atenção. Porque se ele [professor] não tiver atenção do aluno, não vai andar, não vai adiantar nada.” Kaiky Ferreira Mota, 13 anos, aluno de 8º ano do professor Erivaldo Ribeiro Júnior, no SESI.


O Professor Júnior com dois alunos do 8º ano que criaram
cenas investigativas: Kaiky e Maressa (Foto: Marcelo Abud)


O professor de Ciências Biológicas do Ensino Fundamental II do Sesi-SP, em Jundiaí (SP), Erivaldo Ribeiro Júnior, sempre acreditou que para cativar uma turma de adolescentes é preciso estar atento àquilo que eles gostam. A partir de seus interesses, Júnior propõe atividades tanto educativas quanto lúdicas. 

Para os alunos dos 8ºs anos, ele se apoiou em séries investigativas – como CSI (Crime Science Investigation) – e criou um projeto com foco nos órgãos e sistemas do corpo humano.  A ideia nasceu em uma aula de laboratório. Ao perguntar sobre a localização de órgãos como o fígado, o rim e o baço, Júnior se surpreendeu com o conhecimento da turma. Questionados, os alunos disseram que aprenderam o conteúdo assistindo às séries policiais de televisão. O professor relata a experiência nesta edição do Em Pauta NET Educação.

“A partir do interesse dos alunos que eu percebi: por que não criar um cenário investigativo pelo qual vão se interessar em aprender o conteúdo de uma forma dinâmica e lúdica?”, conta o professor. 

Os estudantes foram divididos em grupos e criaram uma história de suspense, com direito a bonecos e groselha para construir a cena do crime. Para que a narrativa fosse verossímil, os grupos tiveram que pesquisar o funcionamento do corpo humano e como reagem os diferentes órgãos em situações como afogamento e hemorragia. Cada grupo construiu um caso ficcional para ser desvendado pelos demais, o que incluiu a produção de um vídeo. Todos tiveram que elaborar hipóteses, coletar evidências e relacionar a investigação com conhecimentos de anatomia. 

No áudio, além da entrevista com o professor, você acompanha a opinião de dois alunos da turma sobre a iniciativa. “Foi uma maneira diferente de aprender, acho que ele pensou em uma forma menos abstrata”, conta Kaiky Ferreira Mota, de 13 anos. Maressa Fioresse dos Santos, 14, concorda. “Eu adoro assistir a CSI e essa experiência foi algo novo na escola”. 

A diretora da unidade do SESI-SP, em Jundiaí, Eliane Alves Rodrigues, ressalta o envolvimento de toda a comunidade escolar: “vários professores participaram, funcionários, pessoal da limpeza, pessoal da secretaria, todos envolvidos no projeto. Isso foi muito importante”. A proposta também envolveu os pais, para que compreendessem a função pedagógica das atividades.  

Novos projetos 

O uso do CSI para ensinar anatomia não é o único projeto do professor Júnior que busca aliar o interesse dos alunos com conteúdos curriculares. Para as turmas de 6º ano, ele já havia criado anteriormente um concurso nos moldes do “MasterChef Júnior”. Nele, os alunos eram instigados a montar um prato que, além de visualmente atraente, também oferecesse os nutrientes básicos de uma boa alimentação.  

O próximo projeto do professor é a criação do que chama de “Pokemón Animal”. Juntamente com o analista de informática da escola, Júnior está desenvolvendo um aplicativo para identificar a localização de diferentes animais. 


Boneco usado na atividade da escola do Sesi-SP em Jundiaí: groselha para ajudar a
compor a "cena do crime" com o apoio de bonecos. Foto: Divulgação 


Professor, diretora e alunos comemoram os resultados do
Projeto CSI (Foto: Marcelo Abud)


 

Créditos: As músicas utilizadas na edição do áudio, pela ordem, são: "Won’t Get Fooled Again", The Who, “Ronda” (Paulo Vanzolini), com Premê,  “O Homem que não tinha nada” (José Tiago Pereira Sabino), com Projota, “Faroeste Caboclo” (Renato Russo), com Legião urbana. 

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