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 “Na escola, desenhava o tempo todo.
 Dava o recreio, continuava na sala desenhando.
Só parava de desenhar na hora de ir para casa”
(Daniel Azulay)

 

Daniel Azulay posa diante de desenhos de alunos de seu curso, no Rio de Janeiro (crédito: Ana Colla)

 

No livro “A formação do símbolo na criança”, Jean Piaget (1896 – 1980) afirma que “a atividade de desenhar é um dos estímulos exteriores mais importantes para o desenvolvimento da criança, para exercitar sua mente e imaginação”. O pensamento do psicólogo suíço está em direta consonância com as ações do educador e desenhista Daniel Azulay há mais de 40 anos.

Azulay foi pioneiro na arte de ensinar a fazer desenhos, brinquedos com sucata, esculturas de bexiga (bolamania) e brincadeiras e na TV brasileira, a partir de 1975. Até hoje, ele usa o audiovisual como suporte para compartilhar seus traços com crianças, jovens e educadores, tanto em seu canal oficial no YouTube como em cursos e oficinas. O principal método utilizado pelo desenhista é o chamado de alfabeto visual, em que o desenho é feito desde o início com caneta hidrocor em vez de lápis. Para ele, esse processo estimula o desenvolvimento da coordenação motora e reprodução de desenhos através da observação, além de aumentar a autoconfiança do aluno.

Independente da técnica, porém, Azulay assinala a importância do papel do educador, por ele chamado de amigo desenhista, ao estimular, orientar e fazer a criança se sentir segura para desenvolver seus próprios desenhos, de acordo com sua etapa de desenvolvimento e singularidade de expressão. “Cada uma tem inicialmente uma timidez, uma insegurança muito natural de, às vezes, querer desenhar melhor do que sua idade permite. A professora mostra e dá confiança para a criança continuar desenvolvendo o desenho, como uma aptidão natural”, afirma.

No áudio, Azulay fala ainda sobre o programa Crescer com Arte, em que treina multiplicadores para ensinarem crianças a desenhar em comunidades carentes. Ainda na entrevista ao NET Educação, do Instituto Claro, defende a importância de se desenhar à mão, mesmo com tantos recursos e programas de computador: “quem tem prática de desenho e tem uma formação artística, desenha a lápis com a maior precisão, escaneia o desenho e, aí sim, utiliza os recursos do computador para aprimorar esse desenho”, conclui.

Links:
Daniel Azulay está no YouTube, com seu canal oficial.
Uma boa dica para trabalhar a conscientização do trânsito com as crianças é essa animação de Daniel Azulay, criada para a Operação Lei Seca.
Conheça também os trabalhos de arte contemporânea do artista.
Visite o site oficial de Daniel Azulay.

Créditos:
A trilha desta edição utiliza músicas compostas e interpretadas pelo próprio Daniel Azulay, à época em que apresentava a Turma do Lambe-Lambe na TV (anos 1980).

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MELISSA DALARME
9 meses atrás

Mamãe sempre adorou Daniel Azulay… Hoje sou desenhista!!!

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