“O Jabuti se renova ao premiar adaptações, gênero através do qual imenso
número de leitores chegou às obras clássicas.”
(Profª. Drª. Marisa Lajolo – curadora do Prêmio Jabuti)

 


Klévisson (à direita) autor de O Guarani em Cordel, ao lado do gerente editorial do selo Amarilys,
Luiz Pereira(Crédito: Marcelo Abud)

 

A categoria adaptação foi uma das novidades da 57ª edição do Prêmio Jabuti de literatura. A equipe do NET Educação acompanhou o evento de premiação, realizado no Auditório Ibirapuera, em São Paulo (SP), no dia 3 de dezembro de 2015, e entrevistou os autores dos três livros premiados nessa categoria.

 

Veja também:
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– Fome é tema de "Na Última Lona", primeiro romance de Reynaldo Bessa

 

O cearense Klévisson Viana levou o 3º lugar com a adaptação da obra “O Guarani”, de José de Alencar. Viana considera o prêmio “muito simbólico para a literatura de cordel, pois é a primeira vez que um poeta autêntico desse gênero é contemplado com o Jabuti”. Ele é responsável pela publicação de alguns dos principais nomes do cordel no Brasil, pela Tupynanquim Editora, e viu crescer seu interesse na última década. Na entrevista, lê trechos da obra e aponta o cordel como a porta de entrada para muitos brasileiros adquirirem o gosto pela leitura. 

 

O ilustrador e artista plástico Eloar Guazzelli ficou com os dois primeiros prêmios da categoria. Ele adaptou para a linguagem dos quadrinhos o clássico de João Guimarães Rosa, “Grande Sertão: Veredas”, de 1956, em parceria com Rodrigo Rosa, e “Kaputt”, de 1944, obra de Curzio Malaparte. 

 

Guazelli coleciona prêmios como ilustrador, mas o reconhecimento do Jabuti demonstra que a adaptação é uma categoria como qualquer outra, apesar de ainda ser tratada como menor por críticos e acadêmicos. Para ele, a adaptação de uma obra não compete com a obra original, mas trata-se de uma tradução para diferentes linguagens.

 

Ele comenta a responsabilidade de adaptar duas grandes obras da literatura e ressalta a importância de ambas nos dias de hoje. “O grande recado dos dois livros adaptados é a valorização do humanismo contra a brutalidade.” 

 

Para a edição de 2016, o presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Luís Antonio Torelli, anunciou o lançamento de um prêmio literário para estudantes de escolas públicas.

 


Páginas da adaptação em quadrinhos do clássico “Grande Sertão: Veredas”. Texto de
Guazzelli e desenhos de Rodrigo Rosa (Crédito: reprodução)

 

LINKS:
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– Um elo entre Kaputt e Guimarães Rosa: conheça a história da esposa do autor de “Grande Sertão”, que ajudou muitos judeus na Segunda Guerra
– Conheça um pouco mais sobre a obra de Guimarães Rosa, na entrevista com o biógrafo Alaor Barbosa
 
 

 

 

 

 

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