Estudar o corpo humano e todos os seus sistemas não é uma tarefa simples na vida escolar de quem está no Ensino Fundamental e Médio. Quando o assunto é neurociência – o estudo do sistema nervoso e de suas relações com o nosso comportamento – a missão é ainda mais complexa.

Foi para apoiar os professores e contribuir com a aprendizagem dos alunos que surgiu o projeto NeurAventura, vencedor da terceira edição do Prêmio Instituto Claro, em 2011. Em mais de um ano de atividades, o projeto de uso das TIC’s – com uma narrativa transmídia, que combina textos, vídeos e games – já atingiu mais de 7 mil alunos de escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro. “O NeurAventura é um investimento na formação dos alunos para que, mais tarde, já estejam familiarizados com os conteúdos científicos”, explica Glaucio Aranha, coordenador do projeto.

A estrutura do NeurAventura é complexa. O projeto compreende um conjunto de tarefas baseadas em linguagem de jogos RPG, que permitem a intervenção direta dos alunos na criação da narrativa.

Em um primeiro momento, os alunos criam histórias, sempre ligadas à neurociência, e utilizam as redes sociais para divulgação desses enredos. Os melhores podem se transformar em histórias em quadrinhos, igualmente criadas pela turma. Por fim, os quadrinhos tornam-se o storyboard de um vídeo ou um game desenvolvido em parceria com profissionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, responsável pelo projeto. Um bom exemplo é o game Comando Imune, um dos primeiros criados com os alunos participantes do projeto. Nele, cada jogador é um nanorrobô que desempenha as funções equivalentes às das células de defesa do sistema nervoso.

Para que o NeurAventura seja efetivo na aprendizagem dos alunos, os coordenadores do projeto trabalham na formação continuada dos professores das escolas participantes. Primeiro, os educadores recebem apostilas e assistem a palestras sobre neurociência, para que compreendam o conteúdo com mais profundidade e desenvolvam estratégias didáticas para ensiná-lo às turmas. Depois, eles passam por workshops sobre o uso das mídias digitais na educação. “Nós ainda mantemos uma orientação a distância para ajudar os professores”, conta Glaucio.

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