A última edição da pesquisa TIC Kids Online aponta que 51% das crianças e adolescentes entre nove e 17 anos acessaram a internet para lerem ou assistirem notícias. O valor era de 34% no levantamento de 2013. “É um aspecto relevante como a rede tem se tornado a principal fonte de informação sobre aspectos múltiplos”, analisa o pesquisador do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), Fábio Senne.

Ainda sobre o uso pelo segmento, 76% afirmam acessar a web para realizar trabalhos escolares e 64% para pesquisar curiosidades particulares. Foram ouvidos 3,1 mil jovens e 3,1 mil responsáveis de todas as regiões do país, entre novembro de 2017 e maio de 2018.

Televisão e celular são tendências

O levantamento mostrou ainda que 85% das crianças e adolescentes acessaram a rede pelo menos uma vez nos últimos três meses, contra 82% da edição anterior, de 2016. Apesar de não haver diferenças entre gênero para o uso da internet, há desigualdades entre a utilização nas áreas urbanas (90%) e áreas rurais (63%).

“Entre os jovens das classes A e B, o acesso é quase universal. Na C, é de 93% e, nas D e E, 70%. Ou seja, há desafios a serem superados”, diz Senne.

A novidade ficou por conta do tipo de dispositivo utilizado para acessar a web: computador passou de 60% (2016) para 53% (2018); celular de 37% para 44%; e televisão de 18% para 25%. O uso exclusivo do smartphone para acessar a internet é maior nas populações de nível socioeconômico mais baixo, com aumento de 61% para 67% na classe D. Além disso, 43% das crianças da classe C fazem uso apenas deste tipo de aparelho para entrar na rede, contra 15% das faixas A e B.

“Para quase metade da população a única experiência online é pelo celular, principalmente nas áreas rurais, no Norte do país e nas classes D e E. Ou seja, há fatores não apenas de conectividade, mas de renda e de nível sociodemográfico”, complementa o pesquisador.

Atividades online

Em relação ao último ano, 39% dos entrevistados afirmaram terem presenciado algum tipo de discriminação na rede internet. Na faixa de 15 a 17 anos, o índice é de 54%. O preconceito por cor ou raça é o mais relatado (26%), seguido pelo de aparência física (16%) e pela orientação sexual (14%).

Outras curiosidades são: 40% das crianças utilizaram a rede para conversar com pessoas de outras cidades, países ou culturas e 36% para participar de grupos de discussão sobre assuntos do seu interesse.

Crédito da imagem: monkeybusinessimages – iStock

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