O Dia do Cerrado é celebrado em 11 de setembro, em homenagem à data de nascimento do ambientalista Ary José de Oliveira, um dos fundadores da Rede Cerrado. Muita gente não sabe, mas ele é o segundo maior bioma da América do Sul e a savana mais biodiversa do planeta. É caracterizado por vegetação rasteira, árvores de troncos tortuosos e raízes profundas, que contribuem para o abastecimento das nascentes de oito das 12 principais bacias hidrográficas brasileiras — o que lhe rendeu o apelido de “berço das águas”.
Atualmente, o Cerrado ocupa aproximadamente 23,9% do território brasileiro, cerca de 2,04 milhões de quilômetros quadrados, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Diretora-geral do Museu do Cerrado e coordenadora de Extensão do Centro de Excelência do Cerrado da Universidade de Brasília (UnB), Rosângela Corrêa explica que aprofundar os conhecimentos sobre o bioma com os alunos é fundamental para compreender sua importância. “Sem o Cerrado, não teríamos água e, consequentemente, energia elétrica e alimentos”, explica.
Para ela, é importante que os professores expliquem as inter-relações e conexões entre humanos, animais e plantas dentro do bioma.
“Além disso, vale explorar a biodiversidade da sua flora, que vai muito além do tradicional ipê-amarelo. O Cerrado possui cerca de 13 mil espécies de plantas, das quais aproximadamente 500 produzem frutos comestíveis para os seres humanos. Grande parte dessas plantas e árvores também possui usos medicinais”, apresenta.
Recursos educativos virtuais
Fundado em 2017, o Museu do Cerrado é exclusivamente digital e tem como objetivo divulgar o bioma, contando inclusive com uma área dedicada a educadores. “Busca divulgar conhecimentos científicos, além dos saberes e fazeres dos povos indígenas e das comunidades tradicionais”, explica Côrrea.
“Esses povos são alguns dos principais guardiões do que ainda resta do Cerrado. A preservação do bioma está diretamente relacionada à atuação de comunidades tradicionais, quilombolas e grupos como os apanhadores de flores sempre-vivas, que dependem do Cerrado para viver e mantêm com o território uma relação profunda, conectada, respeitosa e sustentável”, acrescenta.
A seguir, conheça cinco das diferentes atividades e propostas pedagógicas disponibilizadas gratuitamente pelo Museu dos Cerrados para educadores.
1) Jogos online
O Museu do Cerrado disponibiliza dez jogos para aproximar crianças e jovens do bioma de forma lúdica e interativa. As atividades apresentam elementos da fauna, da flora, dos povos e das paisagens do Cerrado, estimulando a curiosidade e contribuindo para a construção de conhecimentos sobre a importância de sua preservação.
2) Vamos dançar?
A música também é uma das formas utilizadas pelo Museu do Cerrado para aproximar o público do bioma. Por meio de canções, ritmos e brincadeiras, crianças e jovens são convidados a conhecer a fauna, a flora e as paisagens do Cerrado de maneira divertida e envolvente. A galeria reúne projetos e músicas como “Cadê o bicho que tava aqui”, “Cerradim”, “Baião no Cerrado”, “Rap do Cerrado”, “Dona Ema” e “Ciranda do Cerrado”.
3) Alfabeto dos animais do cerrado
A partir das letras do alfabeto, os materiais apresentam animais, suas características e curiosidades, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade do Cerrado e despertar o interesse pela sua preservação
4) Alfabeto das plantas do cerrado
A atividade permite conhecer diferentes espécies, suas características e curiosidades, ampliando o contato dos alunos com uma vegetação que vai muito além das espécies mais conhecidas, como o ipê-amarelo.
5) Animação ‘Calor do Cerrado’ (Papo de Sapo)
O Projeto Papo de Sapo apresenta a animação musicada “Calor do Cerrado”, que traz, de forma lúdica e divertida, curiosidades sobre duas espécies de sapos encontradas no bioma. Por meio da música e da animação, a atividade aproxima as crianças da fauna do Cerrado e estimula o interesse pela biodiversidade da região.
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Crédito da imagem: FG Trade – Getty Images