Também chamada de “lavagem verde”, greenwashing é a prática de criar uma aparência de sustentabilidade para vender um produto ou uma marca, mesmo quando isso não se comprova. Na prática, esse tipo de engano enfraquece o direito à informação clara, distorce as escolhas de compra e pode gerar impactos reais para a saúde e o meio-ambiente.
No vídeo, o sociólogo, economista e professor titular sênior do Instituto de Energia e Ambiente da USP Pedro Roberto Jacobi explica que a prática de greenwashing se manifesta em expressões vagas e difíceis de verificar, além de selos autodeclarados e informações incompletas nos rótulos. Para ele, a regra básica é simples: alegações ambientais precisam ser verificáveis e respaldadas por critérios e certificações, não por chavões publicitários.
“De forma macro, a lavagem verde é fundamentalmente uma forma de vender algo que não é”, afirma o especialista. Segundo ele, enfrentar essa prática passa por denunciar os responsáveis aos órgãos competentes e explicar por que a promessa é questionável quando a sustentabilidade do produto ou da marca não está comprovada.