Como exercitar a concentração dos estudantes, bem como a capacidade de trabalho em equipe? Certo dia, sentei em frente à televisão para assistir um seriado sobre zumbis e percebi que a simulação desse seriado permitiria desenvolver tudo o que eu buscava já que mostrava um grupo de pessoas (sobreviventes), tendo que tomar decisões em conjunto perante situações adversas. Realizei essa atividade no mês de junho de 2013, precisamente em turmas do terceiro ano do ensino médio, onde ensino Biologia. Dividi cada sala em quatro grupos. A equipe deveria buscar, por meios próprios, fazer a caracterização de seus membros de tal forma que parecessem com personagens e zumbis da série. O grupo melhor caracterizado, da sala, receberia um bônus. A dedicação foi tão grande que foram atrás de acessórios e o resultado final, dessa etapa, foi uma aparência de zumbis e personagens bem semelhante ao do seriado. A atividade aconteceu em uma hora e trinta minutos.

Cada grupo respondeu um conjunto de questões impressas que estavam separadas em um envelope e o tempo necessário a tal feito foi anotado. Parece simples à primeira vista. Contudo, os alunos tiveram que responder as questões em pé e sendo atrapalhados por alguns zumbis que nada mais eram do que alunos vendados das outras equipes, mas orientados oralmente por estes. Toda vez que um zumbi tocava um integrante da equipe haveria a adição de cinco segundos ao tempo daquele grupo, penalizando-o. Através dessa atividade não houve um único aluno sequer que tenha se negado a contribuir com seus parceiros. Um vídeo da atividade foi produzido e já teve milhares de acessos no YouTube. Vários professores, desde então, escreveram elogiando a criatividade dessa metodologia e relatando que pretendem replicá-la em suas escolas. Os jovens estudantes mostravam alegria por terem enfrentado um desafio com tanta adrenalina e que exigia três atenções: dividir as questões entre os membros, pensar na resolução e desviar dos zumbis.

Muitos disseram que aquela simulação tornaria mais fácil outras avaliações tradicionais daí pra frente. Afinal, pra quê ter medo de provas comuns se já vivenciaram até a resolução de uma avaliação em pé e fugindo de zumbis? Fortalecemos-nos com as adversidades e os próprios alunos chegaram a essa conclusão. É uma proposta para reinventar a educação em um mundo que não pára de se reinventar. Meu nome é Daniel Azevedo de Brito e esta experiência ocorreu no Colégio da Polícia Militar em Fortaleza (CE).

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