Uma história Chamo-me Paula, sou professora formada em Letras pela Universidade do Estado de Mato Grosso. Trabalho na Escola Municipal Selvino Damian Preve, Português nas séries finais do Ensino Fundamental. Trabalho com produção de textos de vários gêneros porque entendo que ao avaliá-los, posso avaliar o aprendizado nas outras questões da disciplina, portanto, é indispensável. Para a 8ª série neste ano, planejei a Literatura de Cordel porque teríamos, na cidade, uma festa cujo foco seria a propagação da cultura do Nordeste na qual o cordel é destaque. Iniciando, falei sobre a festa e seus objetivos, lembrando-os que a referida literatura também fazia parte do planejamento da disciplina neste ano. Pesquisei sobre sua origem, a difusão e características mesmo já contando com um bom estudo no livro didático. Fizemos a leitura de vários textos neste gênero, assistimos a vídeos com mais histórias e eu li para eles dois livros em cordel em sala. Como já é um hábito meu ler um livro em sala aos capítulos somente pelo prazer de acompanhar a história, ou seja, sem obrigação de registro algum li o livro “Ali Babá e os quarenta ladrões”.
Só que desta vez, propus aos alunos que se reunissem em duplas para escrever em versos de cordel o capítulo do dia. Comecei fazendo esta atividade na 8ª série B e depois a estendi também para a 8ª séria A. Nesta turma, li o 1º capítulo cujo texto em cordel já havia sido feito pela outra turma e li o 2º e eles fizeram as estrofes referentes a ele. E assim por diante até que todos os dez capítulos do livro viraram história em cordel. Assistimos então, a dois vídeos que tratam sobre as xilogravuras- os desenhos que ilustram as capas destes folhetos. Como não temos xilo gravuristas em nosso município, propus que eles fizessem um desenho usando somente lápis preto o qual foi usado para ilustrá-las. Estudamos então, as figuras de sintaxe que também são usadas ao escrevermos qualquer tipo de texto, inclusive os de literatura. Depois, eles se reuniram em grupos diferentes e escreveram uma nova história. O tema, o número de versos e estrofes eram livres. O tema mais escolhido foi o de histórias fantasiosas o que já é uma característica do gênero. Novos desenhos foram feitos alguns dos quais foram também reproduzidos em telas pintadas com tinta. Os textos com seus desenhos foram impressos e expostos em uma barraca na FETRAN- Festa das Tradições, realizada no dia 20 de outubro na cidade. Muita satisfação marcou o trabalho.