Quando aluna ainda, ficava observando os professores e queria que fosse diferente, não daquele jeito, achava que o professor precisava estar mais perto do aluno, lógico os "tempos" eram outros, mas eu queria, algo mais. Cresci, e me formei. Trabalhei por mais ou menos doze anos dando aula de português e inglês, mas achava que não era minha praia AINDA. Foi quando me efetivei em ARTE, achei o que eu queria, algo diferente, sim bem diferente, fui tomando gosto pelo conteúdo, percebendo que com ele eu poderia me aproximar mais do aluno, conhecer sua história, e CRIAR muitas estórias, NOSSAS HISTÓRIAS. Tenho hoje dezesseis salas de aula, em média quarenta e dois por sala, eles chegam pequenos ainda no sexto ano, e querem só desenhar e pintar, como se fosse só isso, e daí conheça uma "verdadeira batalha", até eles entenderem que eles irão além das cores, além dos desenhos, além…além, demora mas vou aguçando a vontade de aprender a GOSTAR de arte, e quando chegam no terceiro colegial estão tão prontos que quase já não precisam mais de mim, nessa fase sou apenas uma aprendiz. Acredito que a EDUCAÇÃO PÚBLICA pode dar certo, basta acreditar e eu acredito em meus alunos. Amo concursos, e faço o possível para que meus alunos sejam cidadãos argumentativos, críticos e acreditem que precisam sonhar, mas também buscar.

Acreditei tanto que os alunos diziam que por onde eles andavam, viam ARTE…incrível! Para minha felicidade em 2008 ficamos em primeiro lugar no concurso da UNESCO/DESENHO, cinco mil escolas entre elas particulares, fundações e públicas, estávamos lá, sim em primeiro lugar entre os dez melhores do BRASIL, o aluno? Jamais poderia deixar de cita-lo: VICTOR H.S. MENEZES, no regulamento não mencionava que ganharíamos uma viagem para a Espanha, São Paulo e Brasília, mas queria ariscar, e conseguimos, acreditamos, foi pleno e belo. Não paramos por ai não, no ano seguinte, ele serviu de incentivo, e mais e mais alunos queriam participar, e não é que deu certo? Em 2009 lá estávamos nós em Brasília entre os dez melhores desenhos do Brasil mas desta vez, ele (Victor) com dois, e Jéssica outra aluna também, não ficamos em primeiro lugar, mas não importava, estávamos lá, chegamos. Trabalho com alunos também de inclusão, não sei ao certo o caminho, mas estou pronta em aprender. Montamos um grupo teatral onde já fizemos a releitura das peças: O Fantasma da Ópera, O Estudante, O Mágico de OZ, apresentado no teatro de nossa cidade.Tem como não ser feliz? Impossível.

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