Trabalhando com educação profissional há mais de 20 anos, estava num momento relativamente tranquilo e conhecido da profissão, lecionando as disciplinas comuns do Curso Técnico em Nutrição, quando recebo o convite para participar de uma reunião onde seria apresentada uma nova metodologia de ensino para a instituição: a educação técnica a distância. Neste encontro com vários outros colegas fomos apresentados a um programa de EaD muito bem planejado e elaborado e que seria implantado em um curto espaço de tempo, inicialmente com escolas públicas do estado de São Paulo, com o objetivo de formar 50.000 alunos.

Nossa função seria a de formar, orientar e coordenar o trabalho dos professores/orientadores de aprendizagem que trabalhariam diretamente com estes alunos. Mas claro, antes, nós, coordenadores deste programa deveríamos conhecer e aprender sobre essa “nova” metodologia de ensino que estava se apresentando com perspectivas de crescimento e abrangência cada vez maior. Leituras, discussões, interações em ambientes virtuais, criação de blogs, mediação de fóruns, realização de wikis passaram a fazer parte do meu dia a dia, e contribuíam também para o crescimento do meu conhecimento. Eu, tão preocupada em como seria a formação dos quase 1250 professores envolvidos no projeto, nem percebia que, a cada momento, conhecia, descobria, agregava informações ao meu repertório.

Desafios foram lançados, estimulando a curiosidade em aprender, motivando a realização de ações inovadoras. Após um período de estudos conhecemos nossos parceiros/professores e com muito carinho, determinação e organização o projeto foi iniciado. Estávamos em abril de 2008 e reuniões e treinamentos possibilitaram um maior contato entre todos, visando a meta final: formação e capacitação dos alunos por meio da tecnologia. Durante quase dois anos o contato com os professores foi mantido pelo ambiente virtual e eventuais visitas técnicas onde procuramos compartilhar apoio pedagógico, técnico e administrativo, e principalmente, manter a afetividade nesta nova relação que foi estabelecida. Este sim foi o principal aprendizado que recebi e procurei transmitir: o processo de aprendizagem não está centrado somente no conhecimento do “professor” (considerando este como o “detentor do saber”), mas pode e deve ser construído e produzido a partir da interação afetiva estabelecida entre todos os atores envolvidos no processo.

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