Minha história começa no ano de 2011 quando fiz o processo seletivo para entrar como professor de contrato no estado. Escolhi uma região onde havia mais vagas mas, não me preocupei com o real motivo de ali existir tantas vagas. Fato que fui selecionado e mandado para uma escola, no mesmo dia fui conhecer o novo local de trabalho, ao chegar me deparo com um bairro de periferia, uma escola precária, sem estrutura física alguma.

No primeiro dia de aula, começo com as devidas apresentações e inicio uma aula de redação, palavra meio que traumática para eles, expliquei, citei exemplos e pedi a eles que confeccionassem um texto sobre drogas ou gravidez na adolescência. Fiquei estarrecido com as histórias e com a estrutura textual. Depois de levar os textos pra casa, corrigir, avaliar, busquei outros métodos de trabalho com esses alunos, passei a incentivar leitura do tema proposto, eles faziam isso todo final de semana, passava ao menos dois temas para que lessem e depois promovia uma discussão em sala de aula para, então dar início às produções, sem dúvida tudo começou a mudar, senti que os alunos passaram a gostar mais de produzir textos, a ter interesse em observar os diferentes tipos de gêneros textuais presentes na Língua Portuguesa.

O que mais me motivou foi, quando pedi os alunos para que pesquisassem sobre algum poema que lhes chamasse à atenção e depois parodiasse ou criar um de próprio punho, sem dúvida a experiência foi ótima, tão boa e proveitosa foi que, expus os trabalhos em cordéis pelos corredores do colégio, tudo isso para incentivar a leitura de alunos de outras turmas e dos próprios colegas de sala. Outro quesito que me motivou a continuar naquele ambiente escolar foi o fato de uma aluna minha vencer mesmo sendo em 4º lugar, a maratona de redações: Goiás na Ponta do Lápis e ser premiado com ela nesse evento.

Foi emocionante vê-la sendo premiada e acompanhada por sua mãe, isso prova que não é por ser de periferia e de uma escola sem muitos recursos que somos banidos de sermos reconhecidos. A motivação parte de nós e me sinto realizado por ter feito a diferença de certa forma no meio daqueles alunos que vieram me dizer que eles não escreviam, tinham vergonha de fazer isso!

Receba NossasNovidades

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Receba NossasNovidades

Assine gratuitamente a nossa newsletter e receba todas as novidades sobre os projetos e ações do Instituto Claro.