O trabalho de ensino aprendizagem em alfabetização de jovens e adultos, inclusão digital, educação para às mídias, para pessoas em condições de vulnerabilidade na região central de São Paulo, no Brasil também tem uma abordagem empreendedora. Vou citar um exemplo: uma das alunas da turma -que por sinal era a mais experiente da sala, com 67 anos- mantinha um sonho de ter seu negócio próprio. Comemorávamos uma vez por mês os aniversários de toda a classe. Cada aluno trazia uma comidinha e um refrigerante.

A aluna mais velha da classe trouxe uma cestinha cheia de quitutes que ela tinha acabado de fazer. Todo mundo gostou e eu adorei cada quitute que pude experimentar. No mesmo instante a incentivei a fazer os seus quitutes para ser vendido no prédio em que ela morava. Recebeu pedidos aos montões e começou a vender sem parar. Acabou conhecendo uma banqueteira, pessoa que organiza festas importantes. Essa banqueteira gostou tanto dos quitutes dela que a convidou para ser sua sócia. A última vez que vi minha ex-aluna, foi em frente a Universidade que eu lecionava pra ela, toda vestida de rainha africana, indo para uma das suas festas importantes. Informou-me que havia mudado para um apartamento maior. Verdadeiramente percebi, que neste caso, a inclusão digital na vida dela foi na prática a vivência de sua cidadania plena e a restauração e aplicação de justiça social em sua vivência. Fiquei feliz da vida e muito satisfeito por ter sido o seu professor.

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