Iniciei o ano 2013 com o desafio de possibilitar a trinta alunos o sucesso na aprendizagem, pois faziam parte de um histórico de fracasso escolar. Na classe: três alunos em Atendimento Educacional Especializado (AEE) na Sala de Recursos Multifuncionais da própria escola por Deficiência Intelectual, TDAH e Deficiência Física. Dois com problemas relacionados à leitura e escrita que precisariam de atendimento com fonoaudiólogas. Dois repetentes com discrepância entre idade/série. Três com descontrole emocional e comportamento depressivo em virtude do falecimento dos pais.

Dez com dificuldades acentuadas de aprendizagem ou comportamentais. Dez considerados dentro dos padrões de um quinto ano, porém com baixa autoestima e sentimento de incapacidade e frustração. Concomitantemente com as atividades que possibilitariam a aprendizagem, foi necessário um trabalho de resgate da autoestima, mostrando a cada um o quanto eram capazes de avançar em suas habilidades cognitivas. Foi fundamental “devolver” o prazer em aprender. Foi necessário procurar formas diferentes de ensinar, pois ali me dei conta de que existiam maneiras diferentes de aprender. Foi essencial também o estabelecimento de vínculos de confiança, fortes e positivos, capazes de colocar um fim no desinteresse e na desatenção. A relação/ empatia entre professor/aluno é crucial, pois se o aluno for tratado como incapaz, não terá chance de conseguir sucesso na aprendizagem.

Atividades: Jogo da transformação: “sorteei” o nome do número 15 (o aluno com maiores dificuldades) e criamos uma lista de palavras mudando apenas algumas letras do seu nome (gerou elevação da alto-estima). Máquina de escrever, se trabalha a repetição da escrita da mesma palavra fazendo a separação silábica (gerou confiança). Puxa-texto: ditado de um parágrafo por dia fazendo a correção imediata (gerou construção da escrita). Algoritmos de adição e subtração onde os números eram apresentados por extenso (gerou o domínio da leitura). Lições de casa autoexplicativas, onde a própria atividade “conversa” com o aluno, ou seja, não há necessidade de leitura (gerou autonomia). Sempre valorizando os acertos e estimulando para o crescimento, em alguns meses o aluno que tinha frequentado uma escola especial por três anos, se alfabetizou. E com os demais, foi tudo muito natural. Hoje estão em constante evolução, alegres, determinados e aptos para seguir. As “barreiras” não resistiram ao esforço pessoal de cada um, de mim e da colega do AEE.

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