Comecei minha carreira em 1994, produzia meus próprios quadrinhos para dar aulas, depois passei a dar oficinas culturais, onde ensinei alunos a produzirem os próprios quadrinhos baseados nas Histórias dos Municípios em mais de 20 cidades paulistas. Essa ideia de protagonismo juvenil que me inspiraria mais tarde a desenvolver um projeto que me tornaria um pioneiro. Enfim, foi numa manhã de sol, em Ilhabela-SP, em 2004, que estava com os alunos de 5º série, mas estava um pouco frustrado com a falta de interesse dos alunos. Foi aí que perguntei para um deles, o que ele gostava de fazer, ele me disse que jogava videogame, o “Final Fantasy” e me surpreendeu contando detalhes de um game que é um RPG japonês com uma história e linguagem complexa. Eu perguntei: Como você sabe tanto sobre o Final Fantasy que tem uma história difícil e não consegue aprender a nossa História a qual você faz parte? Ele me respondeu: “porque é mais divertido”.
Foi aí que me deu um “start” e vi que os games poderiam nos servir como uma ferramenta pedagógica inovadora. Ao longo doa anos passei a me dedicar com as novas ferramentas, como o Datashow, e a partir daí, foi um passo para desenvolver os primeiros desenhos animados para dar aulas. Mas minha meta era produzir games para lecionar. Minha própria trajetória me ensinava que só isso não era o suficiente. Precisava colocar os alunos como protagonistas. Eles precisavam criar os próprios games, a partir do conteúdo e pesquisas. E mais do que isso, eles precisavam integrar a identidade cultural como marca da produção. Fiz uma Pós-Graduação na área de games e em 2012, finalmente consegui colocar em prática. Criei um projeto chamado “Gamificação de Sorocaba”. Onde numa Escola Municipal de Sorocaba reuni quatro classes de 9º ano, que produziram quatro games. Com a temática ambiental, através de uma reunião de pesquisas, vídeos e desenhos e programação que resultaram num game pedagógico divertido e informativo. Tudo isso foi possível com uma organização de divisão de tarefas e acompanhamento extraclasse e através das Redes Sociais. A prática foi um sucesso, tanto que tornou-se uma nova metodologia que é a “Gamificação da Pedagogia”. Com esse projeto conquistei dois prêmios em 2012, da Microsoft e do “Aprender e Ensinar”. A partir disso, estou divulgando e colocando em prática a “Gamificação da Pedagogia”, através de palestras e ações diretas com novos alunos e novas escolas. Essa trajetória não tem Game Over, mas um novo “start” na educação.