Ser professor uma opção… Minha essência! Não sei em que momento resolvi ser professora, mas lembro bem de minha mãe, que é analfabeta, dizendo que eu tinha mãos de professora quando era bem pequena ainda, estas palavras entraram em meu ser de forma a influenciar minhas ações. Hoje, busco em minha prática tudo aquilo que a menina que era, ouvia e guardava em seus pensamentos. Tento (digo devido aos imensos impasses que só quem é professor conhece) oferecer à meus alunos uma experiência que envolva pensamento crítico nas interações sociais.

Em 2012, coloquei em prática ações onde possibilitei as crianças a experimentarem situações diferentes das que rotineiramente elas estavam fadadas a cumprir, atividades truncadas sem chance de despertar o raciocínio, a criticidade, a criatividade e a imaginação, tão importantes mas que não via acontecendo devido a falta de recursos e estrutura, vontade de transformação de todos, enfim, mudei. Hoje, as mudanças em meu método de ensino se baseiam principalmente com a teoria que vem dando certo mundo a fora, o sócio-construtivismo que surgiu na Itália no pós-guerra.

Aplicar algo que para a maioria é desconhecido é também remar contra, ser diferente é muito complicado, muito difícil. Mas comecei apreciar ser diferente a partir do momento que notei em meus alunos o gosto em manusear argila sem serem conduzidos a fazer o que o adulto queria, quando nas rodas de conversas eles podiam falar os seus pontos de vista e sugerir ideias sobre o que gostariam ou não de fazer. Estamos falando de crianças que então iriam completar 3 anos de idade, sim , por que não? São maravilhosos construtores de histórias, as deles próprios. Dê a oportunidade de uma criança sentir liberdade em tomar suas próprias decisões e perceberá quão longe poderão chegar.

O professor deve estar ao lado da criança nunca à frente, sentir que merece e deve receber o seu respeito em todos os âmbitos, principalmente no que se refere a sua inteligência, não duvide dela. Penso que ser professor é ser alguém que pode e deve ajudar a criança a abrir portas para seu desenvolvimento, é sentir-se criança, é brincar de faz de conta, imaginar florestas estando em cima de um tapete, é ir para rua e deitar-se sob o céu, visitar a comunidade, valorizar as falas mesmo que ainda pouco se entenda, é oportunizar a experiência de a criança montar uma exposição de artes aberta a comunidade, mesmo que os pais não a reconheçam, mesmo que os superiores também não o reconheçam.

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