Toda comunidade tem sua história e seus personagens inesquecíveis. E tem, também, gente disposta a contar bem essas histórias para registrar toda a riqueza cultural e social da região onde vive. A Karoline Maia, de 19 anos, é uma dessas pessoas. E com uma ajuda extra das tecnologias e de bons projetos de formação na área audiovisual, esta jovem vem mudando a maneira como sua comunidade se percebe e é percebida.

Moradora do Jardim Maia, na zona leste de São Paulo, Karoline sentia, desde cedo, a vontade de trabalhar com jornalismo audiovisual. Por conta própria, encontrou projetos educomunicativos de formação de jovens, como o Aprendiz ComGás, o projeto da Rádio CBN e o da Agência Escola de Conteúdo Jovem Énois, do qual participa até hoje como repórter do Cultura de Ponta, que a ajuda a por em prática o conhecimento sobre o uso de tecnologias que aprendeu fora das salas de aula tradicionais.

Aos 19 anos, Karoline estuda Rádio e TV e já trabalhou em dois lugares como repórter aprendiz, fazendo a cobertura de eventos culturais de seu bairro. Com a formação em comunicação da Énois somada ao uso das tecnologias como ferramenta social, Karoline descobriu sua vocação: “Eu me encontrei na comunicação. Essa formação foi muito importante para eu me descobrir de verdade”.

Foto por: Juan Contador

Karoline Maia

Karoline, que é voluntária do projeto Imagina na Copa, também lidera, com mais três amigas, o Cultura das Bordas – iniciativa de produção de minidocumentários com perfis de personagens da comunidade – viabilizado graças a conceitos colaborativos e de crowdfunding. O projeto passou pela plataforma de apoio Its Noon e hoje é patrocinado pela Fundação Telefônica. “As tecnologias quebraram barreiras. Nada disso seria possível sem o financiamento coletivo”, conta Karoline, que sente a importância da divulgação do projeto nas redes sociais.

Como moradora da periferia, ela ainda relata a importância das tecnologias para o desenvolvimento da comunidade e das pessoas que ali vivem: “É impressionante o número de coletivos que estão se levantando e atuando. Antes nós éramos passivos e hoje somo ativos na sociedade. Isso é incrível”, relata.

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