Olá. Meu nome é Josemara Pessanha, trabalho como Assistente Social na educação. Em 2011, demos início ao projeto de extensão “Melhor Idade.com” no Instituto Federal Fluminense (IFF), cujo objetivo era promover a inclusão digital de adultos e pessoas da terceira idade, através do uso de computadores. Começamos com duas turmas no Laboratório de Informática do IFF. Os conteúdos ministrados foram: Introdução a Informática, Sistema Operacional Windows, Editor de textos e Introdução a Internet. Atualmente, estamos na 5ª turma em execução. Acredito que, o principal aspecto que contribuiu para a continuidade do projeto, foi a forma de abordagem que utilizamos, reconhecendo junto aos participantes, os desafios de inserir-se no universo da informática, descobrindo-se capaz e consciente de suas potencialidades e ressignificando o processo de envelhecimento a qual estavam vivenciando.
Em cada aula é feito um registro diário das principais observações, destacando os avanços e as dificuldades encontradas pelos participantes. As aulas são preparadas semanalmente, de acordo com a assimilação e prática do que foi abordado. Sabemos que o domínio do computador para o idoso ocorre devagar e em etapas muitas vezes repetitivas. Alguns idosos sentem-se incomodados pela dificuldade de não terem condições de ter seu próprio computador, limitando-os de praticar as atividades desenvolvidas em aula. Contudo, a medida que vão perdendo o “medo” inicial de “quebrar o computador”, sentem-se a vontade durante as aulas de interagir, participar e tirar suas dúvidas. Outra metodologia que utilizamos é a aplicação de dois programas denominados “Simulador de Mouse” e “Simulador de Teclado”, onde ambos simulavam tarefas que facilitava a interatividade do idoso com os hardwares, extremamente importante no início do trabalho.
Estes programas foram elaborados por uma Professora de Informática que fez parceria conosco neste projeto, contribuindo imensamente para o ensino dos participantes. Na fase com o Editor de Texto, trabalhamos alguns textos com mensagens que retratavam assuntos de seu interesse, textos que traziam uma reflexão de autoestima, etc. Buscamos oportunizar aos mesmos a experimentação, incentivando os idosos a repetirem a operação sozinho cada qual em seu computador, orientando passo a passo, e sempre nos posicionando como motivadores. Nossa avaliação ocorre através das autoavaliações dos idosos, sem provas e testes, e avançamos de acordo com o interesse dos aprendizes.