O projeto surgiu do desejo de proporcionar uma aprendizagem significativa, através do desenvolvimento de atividades contextualizadas que possibilitassem o pensar de cada educando sobre os conteúdos, estabelecendo uma interligação entre o que a escola lhe apresenta e suas vivências. E foi nesta perspectiva que planejei as atividades referentes à chegada da primavera. Iniciei o trabalho com a história “A lagarta que tomou chá de sumiço”, sendo realizado um diálogo comparando a metamorfose da borboleta às nossas transformações.

Falamos sobre as mudanças na natureza, ressaltando as características de cada estação, sobretudo, da Primavera. Juntos, refletimos sobre o que precisava e poderia ser mudado no ambiente escolar, nas atitudes de cada um, surgindo uma sugestão muito interessante: construir um jardim para colorir a escola. Então decidimos fazer um jardim dentro da sala e outro na varanda da escola. A proposta nos contagiou de tal forma que novas ideias foram surgindo e, juntos, fomos dando forma e vida ao Projeto “Conhecimento Vivo”, o qual foi construído no dia a dia da sala de aula.

Objetivando a conscientização dos alunos sobre a importância da natureza, a promoção de momentos de reflexão e o desenvolvimento de atitudes favoráveis à leitura e à escrita, foram propostas atividades contextualizadas e lúdicas: leitura de diferentes gêneros textuais; colagem; pintura; confecção de enfeites e vasos; construção e ornamentação dos jardins; divisão de tarefas para manutenção dos jardins; confecção de listas, cartazes e gráficos; jogos; escrita de cartas e convites. O trabalho foi realizado de setembro a novembro de 2013, em uma turma com 27 alunos de 1º e 2º períodos da educação infantil, em uma escola de zona rural.

O projeto alcançou ótimos resultados, a motivação para participar das atividades escolares aumentou consideravelmente e aproveitando o entusiasmo das crianças foi montado no jardim da sala um cantinho especial com livros, os quais são levados pelos alunos para casa em uma bolsa que recebeu o nome de Bolsa Encantada. E o trabalho possibilitou tantos momentos de interação e reflexão que os alunos escreveram uma carta ao prefeito pedindo melhorias para a escola (a professora foi a escriba). Do início ao fim do projeto os alunos foram estimulados a agirem de forma reflexiva, criativa e participativa tendo a oportunidade de desempenhar o papel de leitores e escritores, mesmo antes de estarem alfabetizados convencionalmente.

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