Esse ano fiquei com uma turma de 2º período que não estabelece relação entre fala e escrita, não faz correspondência entre a grafia e os sons, usa diferentes formas de representação garatujas, desenhos, números para escrever, e algumas crianças que conseguem relacionar grafia e sons, de maneira que representa cada sílaba (som) por meio de uma letra, representam a sílaba com qualquer letra aleatório, ou seja nos níveis pré-silábico e silábico de Emília Ferreiro (2008). Em relação ao comportamento eram muito agressivos, sem noção de rotina nenhuma, trabalho jogos, brincadeiras, histórias, interpretação por desenhos, músicas, pintura, recorte, colagem, bolas de jornais, bolinhas de crepom, amarelinha, noções de valores morais e éticos… Com o trabalho conseguiram compreender a importância do respeito para convivência em grupo e em sociedade, esperar sua vez, ser gentil, abraçam, beijam, preocupam-se uns com os outros, quando alguém falta, porque será que ele faltou?
Está doente… Quando chega ficam alegres gostam de estar juntos, nas atividades propostas conseguem manter atenção e a concentração. O objetivo geral foi exercitar os valores morais tais como: respeito, cooperação, solidariedade e união para o melhor convívio e o bem estar das crianças, sendo os específicos: 1)Reescrever a fábula dos Três Porquinhos com um novo final, considerando os valores morais através de desenhos e pinturas; 2) Aprender através de jogos e brincadeiras o conceito de valores como respeito, cooperação, solidariedade e união. 3) Dramatizar a história “Os três porquinhos” com os personagens (crianças) com o novo final.
Podemos dizer que os valores éticos relacionados com brinquedo tem grande influência no desenvolvimento da criança, pois o brinquedo promove a imaginação, a criatividade, os laços afetivos, a organização e a estrutura do pensar, proporcionando a transição entre a ação da criança com objeto concreto e suas ações com significados e os valores morais e éticos permitem a criança a desenvolver a autonomia mediada pela consciência, o indivíduo autonomamente com valores morais define quais ações são mais favoráveis para convivência em sociedade. Essas regras seguem princípios construídos pela própria pessoa e pelo grupo social em que vive. Elas têm um caráter de necessidade interna para o indivíduo, seguindo convicções pessoais sobre a necessidade de respeitar as pessoas em seus relacionamentos, desenvolvendo sua autonomia moral.