A Arte na educação trás consigo relações interdisciplinares e transversais, estabelecendo com outros campos do conhecimento e com a realidade, o resgate de sua identidade como forma específica de conhecimento, mediação e construção de sentido. Desta forma, o contato com a cultura destaca importante papel no desenvolvimento da criança em direção ao adulto. É preciso um olhar histórico sobre as diferentes iniciativas (teóricas, metodológicas, práticas) desenvolvidas no ensino da Arte. O presente projeto tem por objetivo construir novas estratégias de criação e produção de novos saberes e práticas de ensino com a introdução do consumo da Arte envolvendo todo o conhecimento construído pelo sujeito tendo por suporte a prática social, familiar e comunitária precedente, em cuja dinâmica se criam tanto os sentidos humanos quanto o objeto. O sentido consumo, citado é diferente de consumismo.
De modo rápido ele é tomado no sentido de apropriação dos significados da imagem, nesse caso uma forma de produção da arte, que por sua vez, só realiza sua verdadeira finalidade quando é partilhada por outros. Assim, aprender Arte é desenvolver um percurso de criação, alimentado pelas interações significativas que o aluno realiza com aqueles que trazem informações pertinentes para o processo de aprendizagem ( alunos, professores, funcionários, direção, família, comunidade), não esquecendo as fontes de informação ( obras, acervos, trabalhos de colegas, exposições, reproduções, mostras, apresentações, improvisações teatrais, gincanas, releituras, músicas e outros). A realização desse projeto foi importante para conscientizar o corpo docente e discente da escola, no sentido de que Arte na educação não é apenas desenho (riscos e rabiscos). Arte na educação é também onde expressamos nosso emocional, social, cognitivo, criatividade, afetividade, entre outros. Assim sendo, decidimos se amamos nossos alunos o bastante para não expulsá-las de nosso mundo e abandoná-las a seus próprios recursos e tampouco arrancar de suas mãos a oportunidade de empreender alguma coisa nova e imprevista para nós, preparando-as, em vez disso e com antecedência, para a tarefa de renovar um mundo melhor.