A história que conto aqui não é de uma experiência bem sucedida ou de um grande projeto realizado em uma das dezenas de escolas por onde passei nos meus quatorze anos de magistério. Aproveito esse espaço para homenagear uma turma de alunos de 5ª série do ano de 1999 e por que não, os professores que me antecederam no trabalho com essa turma. Eu era recém-formada e cheguei a uma escola no município de Ribeirão das Neves em Minas Gerais para lecionar. A supervisora mostrou-me as salas onde eu atuaria e a primeira em que entrei foi o palco da minha maior emoção como educadora. Cumprimentei os alunos e estes responderam em couro e de pé "Seja bem vinda".

Pedi que se assentassem e assim pude perceber que cerca de doze deles não tinham cadeira. Falei para todos da importância da Educação e do primeiro quesito para tê-la, que seria querer aprender. Dessa forma nada poderia impedir alguém de alcançar tal objetivo. Disse então que eles se sentissem à vontade para sair da sala e procurar qualquer objeto que lhes servissem de assento para acompanharem a aula. Os alunos saíram; escrevi no quadro a data, o meu nome e o assunto que seria tratado naquele dia, faço isso até hoje, e eles foram entrando um a um, e em suas mãos havia tijolos, pedaços de tábua, carteiras sem tampo. Foi difícil disfarçar as lágrimas, aliás, elas escorrem agora enquanto escrevo essa história. Naquele dia aprendi com meus alunos a ser mais humilde, a valorizar as pequenas coisas, os momentos. Quatorze anos se passaram e algo me diz que aqueles alunos hoje são cidadãos plenamente realizados, porque apesar das condições adversas eles se mostraram animados e isso é a base para o Sucesso.

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