Trabalhava como professor substituto, no ex-CEFET – Centro Federal de Educação Tecnóliga – Florianópolios/SC, como professor de Geografia.

Certo dia, estava explicando sobre Coordenadas Geográficas, e um aluno sentado nos fundos da sala, não estava prestando atenção. O aluno encontrava-se com uma folha de caderno fazendo um desenho qualquer. Certo momento, vendo que o mesmo não estava interessado, e assunto de certa forma é complexo, pois envolve cálculo, Chamei-o a atenção.

Ele resmungou qualquer coisa que não entendi, e não me deu a mínima atenção. Continuei a explicação, e o mesmo continuou a não prestar atenção. Novamente chemei atenção, dizendo: Meu filho quer prestar a atenção! Meu filho, uma forma carinhosa até de chamar a atenção. Para quê, usei a expressão meu filho. Ele pulou da carteira, veio em minha direção e começou a chingar-me a chamar de tudo. Me encostei no quadro e a princípio fiquei sem ação. Os colegas ficaram espantados e adizer calma cara, calma cara.

Diante dessa situação, falei que ele se retirase da sala, e que comunicaria a coordenação de ensino. Ele riu da minha cara e falou não vou sair memo e foi para a carteira. Disse-lhe sai da sala. Como ele se recusa a sair, chamei bedel que cuida da ala, e ele nada de sair. Como também ele se recusa, foi cahamada a orientadora educacional. Sob ameaça de punição ele deixou a sala. Fiquei sem entender nada. Mais tarde procurei a coordenação de ensino para saber o que havia ocorrido. Contou-me ela: Chamou a mãe do aluno para conversar, e amesma disse que como ele não sabia quem era o pai, e vivia insistindo para que ela contasse, e amesma se recusava, todo aquele que o chmasse de filho, o deixava furioso. Que ele já havia até batido em tio, O aluno foi suspenso por três dias.

Quando voltou, chamei-o para conversar, pedi desculpas, por tê-lo chamado de filho, e acabamos ficando amigos. Na verdade ele se tornou o melho aluno da sala. Foi uma experiência impar.

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