Fui convidada a um tempo atrás para substituir um professor no ensino fundamental, aproveitei para por em prática algumas ideias sobre como estabelecer uma relação de troca de informações com alunos daquela faixa etária. Foi possível observar a necessidade de transformar o conteúdo trabalhado em sala de aula, em material atrativo e criativo, para despertar maior interesse por parte dos alunos, pelas aulas de História.

Os educandos são jovens em formação de sua identidade social , na efervescência da idade são inquietos e desafiadores, necessitando de regras e limites, mas também de incentivo e estímulo para prosseguir no ambiente escolar até a formação completa. Há que se considerar a diversidade, as diferenças sociais, as necessidades e condições emocionais para o aprendizado individualmente, e não generalizando para não recorrer em erros que dificultam o ensino e promovem a evasão escolar. De um modo geral houve respeito e interesse dos alunos pela novidade de ter outro professor, temporariamente, ministrando as aulas de História, com a utilização de métodos e materiais diferenciados dos que já eram velhos conhecidos da turma. Por outro lado, de minha parte adotei postura firme e certa cobrança necessária de comportamento e colaboração, fato que acomodou e pacificou os ânimos de alguns mais exaltados.

Como os trabalhos foram realizados em grupo, bem como a avaliação final, observei que há maior participação e interesse dos alunos em comentários e conversas sobre o tema. Já na forma da escrita foi possível observar algumas dificuldades, isso demonstra a necessidade e a possibilidade de trabalhar a interdisciplinaridade, poderia, naquela situação, combinar redação e história ou língua portuguesa e história, o que certamente tornaria as aulas ainda mais interessantes, desenvolvendo a escrita com textos históricos. Cabe a nova geração de professores derrubar o mito de que a teoria não funciona na prática, a educação pode e deve mudar sistematicamente e ocorrerá nas mãos daqueles que querem a mudança, daqueles que acreditam e trabalham, não medindo esforços para tornar realidade um projeto educacional que funcione e desenvolva cidadãos, pessoas críticas e preparadas para a vida.

O sonho de um novo país começa na sala de aula, nas mãos do professor, os exemplos que temos de escolas que derrubam as paredes tanto físicas quanto ideológicas, estão cada dia aumentando, criando projetos sem divisões de salas e séries, onde pais e educadores estão envolvidos.

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