Muitas histórias marcaram minha docência nestes vinte e um anos de Rede Pública, a que conto abaixo merece destaque pela simplicidade como tudo aconteceu e pelo desfecho da mesma. Em 2002 trabalhava em uma escola da Rede Estadual aqui na cidade de Bacabal – MA, o Centro de Referência para Formação do Magistério Arimathéa Cysne com as disciplinas Artes e Prática de Ensino (estes centros foram extintos pelo Governo Estadual em 2005), em uma manhã ensolarada,aqui todas são, estava no pátio da escola com uma turma de 2º ano desenvolvendo uma atividade de Artes quando uma torneira foi aberta e pelo reflexo do sol na água formou se um pequeno arco íris, imediatante os alunos olharam o fenômeno e começaram as indagações sobre o mesmo: como se forma? Quantas cores?
Etc. A partir dos seus anseios em buscar respostas às perguntas as quais havia respondido algumas, elaboramos ali, o primeiro esboço do “PROJETO ARCO ÍRIS”. Dividimos a turma em equipe e as investigações começaram. Como a luz branca do sol se transforma em colorida? Buscaram respostas com o professor de Matemática que explicou sobre o prisma e a dispersão da luz branca, luz solar, em várias cores, começando assim a delinear a interdisciplinaridade do projeto. Outra equipe se desdobrou em descobrir as lendas sobre o arco íris. Uma outra transformou em produção textual tudo que viu e ouviu inserindo no projeto mais uma disciplina, a nossa Língua Portuguesa. Estudaram também sobre Isaac Newton, mistura de cores, que fizeram a partir de vegetais.
Coincidentemente no dia da culminância, com apresentações dramatizadas sobre as lendas, prismas confeccionados por eles para comprovação científica do experimento, mistura de vegetais para a produção de diferentes cores, uma equipe da SEDUC (Secretaria de Estado da Educação) visitou a escola viu a movimentação e foi convidada a conhecer o projeto, gostaram e o enviaram para o MEC, resultado, viajei pela primeira vez de avião para apresentar os resultados alcançados com a execução do mesmo em Brasília- DF. Em seguida apresentamos em um congresso em Teresina – PI, depois outra equipe de professores que o integraram e o implementaram foram para Recife – PE. Embarcamos na fantasia, viajamos o Brasil para mostrar que a partir de um simples questionamento pode-se ultrapassar obstáculos e caminhar para construção de novos saberes tornando assim, o ato de ensinar e aprender prazeroso, divertido, encontrando assim o “pote de ouro” do conhecimento no fim do arco íris