Tudo começou na minha infância, quando voltava da escola pegava minhas bonecas, tijolos que simulavam carteiras , um quadrinho de giz que ganhei de minha mãe e alguns livros de história que ganhava de presente de meus tios e ia brincar de dar aulas. Passava a tarde toda brincando de professora e mal sabia eu que quando crescesse, minha fantasia de criança se tornaria realidade, com uma diferença no lugar das bonecas , crianças cheias de ansiedade para desvendar os códigos e efetivar a aprendizagem da leitura e da escrita. Pois é, foi assim que tudo começou. Como sempre me encantei com os livros, estes foram o carro chefe no desenvolvimento de minhas praticas pedagógicas, afinal nada melhor que aprender por meio de histórias. Comecei a introduzir a prática e o contato com a literatura infantil como alavanca para aquisição da linguagem escrita. Vou contar o trabalho que venho desenvolvendo com os alunos da EMEF Lucidio Florencio Ribeiro que estou agora acompanhando desde o começo do ano juntamente as professoras regentes de classe, hoje atuando como pedagoga, pois é uma trajetória de experiência que quero compartilhar.
Tudo começou quando percebi que muitos alunos apresentavam muita dificuldade de aprendizagem da leitura e da escrita, devido ao acompanhamento bimestral de leitura que faço, resolvi então propor as professoras um encaminhamento dentro dos conteúdos com livros de literatura, os quais separei dentro da proposta de cada turma. A partir desses encaminhamentos executados senti que os alunos passaram a ter sede de leitura . Comecei também a levá-los a biblioteca da escola, onde eu contava histórias usando um chapéu que fiz , este tem três pontas, uma simbologia que representava a sabedoria de nossos antepassados que adoravam contar tudo o que faziam por meio das histórias, pois até então usavam a oralidade para repassar os fatos e acontecimentos pois naquela época somente faziam registros pictográficos nas cavernas. As crianças adoravam o chapéu, e com ele contava histórias que pareciam ser reais aos olhos delas .As professoras também usavam livros, fantoches , objetos para aguçar mais ainda a curiosidade e imaginação dos alunos em sala de aula, e faziam painéis e dramatizações e várias atividades. Como percebi essa motivação das turmas , fizemos uma feira literária onde foram apresentadas as histórias trabalhadas em sala para os alunos da escola e de escolas vizinhas. Foi um momento de muito aprendizado.