Minha experiência bem sucedida na educação vem acontecendo desde que me decidi tornar educadora. Lá se vão cinco anos. Mas houve um momento especial, nos idos anos 2011 e 2012. Tudo começou com minha primeira visita ao Laboratório de informática que nem sabia que existia na Escola Estadual Professor Leopoldo de Miranda, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Tomei um susto. O laboratório era lindo! Só havia um problema, proibido visitá-lo com alunos… Minha primeira reação foi de espanto, afinal, não era o motivo da existência de tal espaço? Pois é, com paciência fui descobrindo o histórico que motivou tal decisão pela direção da escola e cada vez mais, sentia-me motivada a reverter essa situação. Implantar novidades no processo de ensino-aprendizagem requer criatividade. Criatividade para utilizar as ferramentas de que dispomos. Assim nasceu o projeto Leopoldão, uma iniciativa para acesso ao laboratório de informática da escola.
O espaço estava parado há quatro anos, segundo os funcionários da escola. O material, fornecido pelo MEC, fora depredado pelos alunos, resultando na mentalidade de que equipamentos devem ficar longe de adolescentes. Nesse momento, apareceu o professor Ivan Kallas abrindo as portas do laboratório e incitando os demais professores a criarem projetos. Propus a Ivan a ida dos estudantes para lá, e ele topou na hora. No entanto, tínhamos regras a seguir: dividir a turma ao meio – metade ficava comigo em sala e a outra metade ia para o laboratório com Ivan, onde inicialmente aprenderiam a utilizar os equipamentos. Era o momento de saber qual seria o comportamento diante de tal novidade.
O resultado foi altamente positivo ? o que era antes espaço fechado e abandonado passava a lugar de produção de conhecimento multimídia. Saímos do trabalho no papel para o envio de e-mails, criação de blogs, slides e vídeos. O envolvimento com a aprendizagem foi outro. Após essa fase, em que avaliamos como seria a prática do projeto e o uso pelos alunos de novas tecnologias para a produção escolar, comecei a “pegar mais pesado”, aprimorando o ensino de História com recursos visuais, relacionando as informações escritas e faladas em sala de aula com imagens de época e filmes sobre temas históricos. As informações visuais, no meu entender, aceleram a aprendizagem. A chamada geração Y é educada visualmente. Celulares, Youtube, games, Facebook, Orkut, blogs, etc. fazem parte do crescimento desses meninos e meninas, precisamos acompanhá-los nesse processo.