O que faz uma criança gostar de ler? O que leva um adulto a abrir um livro e adentrar ao mundo da imaginação? Por que os próprios professores leem pouco? Estas foram perguntas que sempre me inquietaram e, durante os anos de prática docente, fui buscando respostas a elas. Resolvi então, montar um projeto que envolvesse os principais elementos do processo educativo: os alunos, os pais e os professores. Esta experiência ocorreu na Escola Municipal Monsenhor Celso, Estado do Paraná, cidade de Astorga, no ano de 2003. Percebi que, nas famílias em que os pais contavam histórias aos filhos, o interesse deles pela leitura era maior. Propus então, que formássemos, uma vez por semana, o momento da “Contação de histórias”, em que cada professor leria uma história interessante. Após a leitura, diversas atividades eram propostas: desenhar episódios da história, reescrever a história modificando o final, contar a história pelo ponto de vista de uma personagem, entre outras. Como resultado os alunos aumentaram o interesse em ler e em retirarem novos livros na biblioteca, também tornaram-se mais críticos e reflexivos, pois analisaram pontos de vista diferentes de várias personagens.

Em relação aos pais, observei que muitos chegavam à escola para buscar os filhos antes do horário determinado e esperavam, ociosos, no pátio. Confeccionei uma caixa com livros diversos deixando-a acessível aos pais. No início, era preciso incentivá-los a ler, com o decorrer do tempo, chegavam e, imediatamente, procuravam a caixa para dar continuidade à leitura do dia anterior. A maior satisfação foi quando observei um pai lendo uma história e, totalmente imerso, sorrindo com os olhos brilhando como os de uma criança. Foi lindo ver que a literatura emociona e faz renascer sonhos, inclusive nos adultos. Quanto aos professores, observei que muitos não liam por falta de motivação, por falta de um incentivo. Com o apoio da direção da escola, coloquei um expositor móvel com diversos tipos de livros na sala dos professores e, na hora do intervalo, fazia a divulgação dos mesmos: geralmente eram obras que eu já lera ou que algum colega recomendara. Observei que, quando alguém falava que o livro era ótimo, a procura por ele aumentava bastante. Muitos docentes começaram a trazer, de casa, livros que já tinham lido e a retirar as obras do expositor para ler em casa; após a leitura, a única tarefa era divulgar o livro para os demais colegas. Essa foi uma experiência gratificante, pois, muitos professores

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