Promover aprendizagens e relações com o saber e contemplar as competências que se apresentam nas vivências da sala de aula é o anseio de muitos professores, especialmente os de Língua Portuguesa cuja responsabilidade quanto à escrita e leitura é incontestável. Uma escola pública organizada em Ciclos de Formação Humana, uma turma do 2ª ciclo 2ª fase, crianças de nove e dez anos com trajetórias escolares diversas e um compromisso: ensinar todos. Essas múltiplas relações me fizeram acolher um projeto de sequência didática como instrumento para realizar um trabalho de inclusão. Na turma havia crianças alfabetizadas e crianças não alfabetizadas. Escrever poemas era o objetivo, mas o caminho percorrido trouxe reflexões, significações e alegrias. Promovi atividades coletivas, em grupos e poucas individuais.

As atividades foram desenvolvidas para acolher todos, ou seja, não havia nenhuma que não incluísse todos os níveis de leitura e escrita. Observação do ambiente fora da escola, registro no caderno, declamação, paródia, releitura, entrevista e produções foram atividades bem sucedidas porque o aluno que ainda não sabia ler decorava sua parte com a ajuda do colega e apresentava para todos, o que não sabia escrever, copiava da sua dupla e assim construía sua própria escrita. O importante foi desenvolver uma rede de olhares em parceria com a coordenação e articulação da escola. Descobrir o que cada um sabia e dar importância para esses saberes foi imprescindível para promover o avanço dos que apresentavam desafios. Entreguei-me neste trabalho porque me emociono com a transformação, com os desafios. Aprender (e, às vezes, ensinar) como professora me move a ser um ser humano melhor, mais intenso e mais reflexivo.

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