UM INFORMATIVO DE EXPRESSÃO
A minha história é praticamente interligada com todo o universo educacional de minha cidade, seja na sede ou na zona rural. Como bom visualizador das coisas, pois também me considero um fotógrafo e repórter investigativo, eu percebi a necessidade de me infiltrar no universo educacional da minha região por questões de incentivo, tanto aos alunos, como aos professores. Como editor de um Jornal Regional (JORNAL FALA SÉRIO), eu posso afirmar que não foi tão difícil unir o útil ao agradável, ou seja, incluir um trabalho que faço por amor e de forma voluntária.
Como já tinha um reconhecimento na cidade por este trabalho, as portas foram se abrindo para a minha presença, porém logo detectei a falta de aprimoramento e cuidado para algo tão vital e de suma importância para a formação da classe estudantil; em suma; a própria EDUCAÇÃO. Comecei então a investigar e aos poucos estamos fomentando o hábito pela boa leitura na vivência diária das nossas escolas. Isto exigiu uma parceria com diretores, professores e alunos, pois todos necessitavam de um algo a mais para transformar uma rotina que já não surtia efeito no dia dia de todos estes envolvidos.
Comecei a publicar matérias regionais que despertassem o interesse de todos, com textos para uma fácil interpretação e com imagens que o despertassem a adquirir aquele conteúdo. Logo o que parecia impossível foi tomando forma e despertando o interesse de todos. Alunos lendo, vendo o trabalho deles em exposição, professores utilizando o material em sala de aula, exigindo deles uma interpretação além do que o jornal comentava; então, foi-se elevando e aprimorando um costume de rodas de leituras, interpretações textuais e valorização pela leitura como um algo fundamental para o desenvolvimento crítico e social.
Porém, nada de ficar apenas na zona urbana, tivemos que romper fronteiras e incluir também a classe estudantil da zona rural para que não se sentissem inferiores aos alunos da sede. A jornada aumentou, mais o prazer também. Em cada ação realizada na zona rural, percebíamos o interesse de uns e a falta dele em outros que já estavam com pensamentos formados e imbuídos em seu psicológico de que para eles, a educação não funcionava, pois eram mesmo do mato e seu futuro era restrito aquele universo rural. Vejam só… Aos poucos, o trabalho foi transformando pensamentos, atitudes e colocando todos em evidência. Fomos também aprendendo com eles através do convívio em busca de algo tão nobre. EDUCAÇÃO!