Sou Turismóloga e a diversidade cultural sempre me encantou. Atualmente uso o inglês que adquiri num programa de intercâmbio na Inglaterra para lecionar com crianças e adultos em um curso de idiomas. Dessa maneira, tenho percebido em minhas aulas que os alunos da rede municipal de ensino apresentam maior dificuldade em aprender do que aqueles provenientes de escolas particulares. Pensando nisto, como também na vinda de estrangeiros para o Brasil, devido a Copa do Mundo e Olimpíadas.

Propus um programa de inglês voluntário, ministrado por mim em colaboração com a Secretaria Municipal de Educação da qual faço parte, para crianças do 1º ao 5º ano da Escola Municipal Colônia Agrícola Knust, área rural de Cachoeiras de Macacu, na localidade de Serra Queimada, comunidade que vive basicamente da agricultura, e que nos próximos anos sofrerá a barragem de uma das principais bacias hidrográficas da região. Ao chegar em sala, notei que todos aguardavam apreensivos e quando disse que iriam ensinar inglês, todos me olharam com grande deslumbre. Percebi então que nenhum deles tinha estudado o idioma anteriormente, porém arriscavam dizendo algumas palavras ou números em inglês, associando jogos e programas de TV do cotidiano com o idioma, que embora possam ter dificuldade em pronunciar, memorizaram as palavras com grande facilidade. Assim, é possível afirmar que, apesar de esses estudantes viverem em uma localidade minoritária e afastada, também são influenciados pela Globalização e seus processos, logo, não podem estar isolados das necessidades que este momento os impõe. A fim de introduzir o segundo idioma, e melhorar a compreensão da língua inglesa, como também ressaltar a sua importância no âmbito mundial, transpondo assim, a noção geográfica aos alunos, primeiramente apresentei um Mapa Mundi, onde as crianças localizaram o Brasil, o Rio de Janeiro e depois, Cachoeiras de Macacu.

Perguntei sobre o idioma que falamos no Brasil e se conheciam o “inglês”, e para finalizar, onde ele é falado no mundo. A partir destas observações, puderam perceber a importância da língua inglesa no contexto mundial e também a dimensão do mundo e seus aspectos culturais. Ao final do encontro, as crianças tornaram-se capazes de se apresentar e dizer a idade em inglês como também perceberam que o idioma está igualmente presente no dia a dia delas. Ao me despedir, uma surpresa, muitos arriscaram-se dizendo “bye-bye!”. Certamente este foi um dos meus mais enriquecedores intercâmbios.

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