Relato de experiência na gestão de um laboratório de informática educativa de uma escola pública. O surgimento da vaga para a função de POIE (Professor Orientador de Informática Educativa) no CEU EMEF Alvarenga em fevereiro de 2011, despertou o meu interesse em participar do processo de seleção, apresentando um projeto para ser apreciado pelo conselho de escola. Antes de sair o meu nome no D.O. M (Diário Oficial do Município), a vice-diretora Lígia Maria Tebexerini me reservou dois dias para que eu me familiarizasse com a sala de informática e solicitei a ajuda do professor Danilo Monteiro Regis de Oliveira durante esses dias.
A primeira sensação que tive ao entrar na sala de informática, pois até então não a conhecia, foi assustadora. Pois conciliar o que tinha proposto no projeto com o que eu estava vendo com meus próprios olhos não se igualava, estava um contraste tão grande que quase desisti sem antes de começar o trabalho. A euforia inicial foi abafada com o peso da responsabilidade. Organizar o laboratório a tempo foi um ato de muita coragem e responsabilidade. Pois eu tinha em mãos otimizar ou aperfeiçoar todo um trabalho que só estava começando. As primeiras turmas foram atendidas na primeira semana de abril de 2011 e eram do Ensino Fundamental Nível Um (1ª a 4ª séries).
Eu ia até as suas salas, organizava as filas e os levava para o laboratório de informática. Esse movimento aparentemente simples me causava algumas dificuldades, pois a duração de uma aula é de 45 minutos, eu perdia uns 15 minutos entre a ida e a chegada, a organização das duplas em seus computadores e a chamada. Organizei um carômetro e uma planilha com o nome das duplas e o número de seus computadores para uma melhor organização. Iniciava a comanda e a rotina para a aula, corrigia eventuais problemas técnicos que apareciam e principalmente tentava dar intervenção para cada dupla produtiva, pois os alunos desse nível de escolaridade exigiam muito mais do professor do que os alunos maiores.
No primeiro mês de aula, utilizei alguns jogos instalados nos computadores e de alguns sites educacionais. A vice-diretora Lígia Maria Tebexerini percebendo as minhas dificuldades, conversou com as alunas Joyce Bezerra e Nathália Gomes para virem me ajudar a tarde como projeto aluno-monitor. Foi graças a esse movimento que conheci a importância do aluno-monitor na informática educativa, pois até então não conhecia o programa