Minha formação acadêmica é diversificada. Fiz o curso de Pedagogia, Letras, Direito e atualmente curso Psicanálise. Sou curiosa por natureza e gosto de ser PROFESSORA. Dedico à docência há vinte anos em escolas públicas municipais e estaduais. Leciono a disciplina de Língua Portuguesa e o meu maior dilema sempre foi em como fazer o aluno gostar de ler obras literárias. Depois de anos tentando fazer o aluno ler os livros recomendados, sem obter um resultado satisfatório, ocorreu-me uma ideia que talvez desse certo. Qual não foi a minha surpresa, que os alunos se encantaram e a biblioteca da escola passou a ser bem mais frequentada.

O trabalho virou um projeto que vou descrevê-lo agora. Levo os alunos da classe à biblioteca e deixo que escolham e folheie os livros que quiserem. Podem leva-los também. Faço isso a cada quinze dias. Posteriormente, sugiro que conte-nos a história que leram. Na sequência, a história que mais agradou trabalhamos o autor, a época literária e fazemos o levantamento dos tópicos, que fará gerar o resumo da obra lida, feito conjuntamente por nós na lousa. É fundamental a participação dos alunos que leram aquele livro, pois assim a sequência da narrativa será fiel. Posteriormente, todos os alunos transformam-na em história em quadrinhos, ou letra de música, ou um poema, o que quiserem.

Os alunos que se interessarem escolhem uma cena, ou um capítulo de que mais gostaram para fazer uma encenação. Aqui está o ponto alto do trabalho, pois durante o recreio, vestem roupas que se parecem com a dos personagens da obra escolhida (para isso ficam atentos à descrição dos personagens feita pelo autor) e encenam. Ninguém é convidado para a apresentação, mas os outros alunos veem algo estranho acontecendo em um canto do pátio e vão se aproximando espontaneamente. É um teatro rápido, mas que desperta a curiosidade. Ao final, os expectadores querem saber o que é aquilo, como se chama os personagens, como acaba a história… Nada é forçado e eles exercem sua autonomia para decidir que livro querem ler, que cenas representarão e como o farão e os outros, se querem assistir ou não.

Enquanto, como professora, determinava a obra a ser lida, as perguntas que deveriam ser respondidas, o prazo para ler, não obtive bons resultados. A leitura era obrigatória e os alunos não gostam de serem obrigados a nada, especialmente os adolescentes. Só é prazeroso aquilo que encanta. Acho que essa é uma maneira bacana de levar o aluno a gostar de ler. O aluno é criativo.

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