Um pouco da História, está em alguns sites e jornais (Bem Paraná e Profissão Mestre) – Na escola de Palmas, existe um acompanhamento do orçamento doméstico dos estudantes por meio de diferentes planilhas, que controlam todas as receitas e despesas familiares, do pagamento de impostos às compras de supermercado. Além disso, o educador orienta os alunos a manterem um “diário de bolso”, ou seja, uma caderneta ou folha de papel com a descrição de todos os pequenos gastos realizados durante o dia, que serão contabilizados posteriormente nas planilhas. Depois da coleta dos dados, os alunos analisam os números e buscam soluções em conjunto para os problemas encontrados.
Uma das conclusões obtidas nessas verificações foi a de que, de forma geral, as famílias de classe média alta desperdiçam menos do que as mais pobres. O objetivo com o aprendizado não é ficar apenas nos cálculos, mas utilizá-los como base para refletir sobre o modo de vida, questões como consumo consciente, desejos versus necessidades, planejamento, opções de poupança e investimentos, além de promover mudanças, como reduzir o desperdício. Durante as aulas, os jovens do Centro de Ensino Médio Castro Alves também aprendem como poupar para fazer o dinheiro render mais. O professor Klauber de Lima sempre recomenda aos alunos economizarem 30% da renda mensal. O estudante do terceiro ano Dinime Bergsten da Silva, de 17 anos, aprendeu bem a lição. Ele tem no banco uma conta corrente e outra poupança e, sempre que consegue, guarda R$ 150 do salário mínimo que recebe como auxiliar administrativo.
A meta dele é juntar dinheiro para comprar uma moto assim que tiver idade para tirar a habilitação. A princípio, o educando não estava no grupo que faria parte do programa da ENEF, mas pediu para mudar de turma para ser incluído no projeto, por causa do grande interesse que o tema lhe despertou. “Aprendi a controlar mais o meu orçamento. E quando comecei o curso também ajudei a abrir a mente da minha família. Se a gente não economizar, não vai conseguir coisas no futuro”, conta Bergsten sobre o que mudou depois de iniciar o curso. Klauber de Lima ressalta que o bom impacto dos novos conhecimentos dos estudantes nas famílias é um dos grandes ganhos do programa de educação financeira. “Existe mais aproximação dos pais com os filhos, uma maior conscientização sobre os gastos da casa. Os alunos passam a ter outra visão”. Esse Projeto ultrapassou a escola e faz parte do cotidiano de algumas famílias.