Foram realizados 15 encontros semanais e com duração de uma hora cada. A atividade foi desenvolvida durante meu estágio supervisionado por um profissional do corpo discente do Centro Internacional de Análise Relacional. A filmagem foi feita para que o trabalho pudesse ser supervisionado pela equipe docente do CIAR. A turma de crianças que foi atendida era com no mínimo 10 e no máximo 15 participantes. Foram utilizados para as sessões de Psicomotricidade Relacional materiais como: bolas, bambolês, cordas, bastões, tecidos, caixas, jornais, aparelho de som, músicas, filmadora, tapete e outros. Alguns destes materiais foram providenciados pela escola, e outros por mim mesmo. A proposta da Psicomotricidade Relacional na escola não visa um tratamento psicoterapêutico como o ofertado em clínicas.

O objetivo maior da intervenção na escola é o de promover a profilaxia mental das crianças, favorecendo ocasiões onde, através do jogo livre, estas possam desenvolver sua personalidade reconhecendo suas possibilidades e limites, fazer uso do próprio corpo para a obtenção do prazer no brincar e convergir essas descobertas para que favoreçam a socialização das crianças no seu cotidiano.A relevância da execução dessa prática encontra-se na possibilidade de construir um tempo e um espaço onde a criança possa expressar sua liberdade e autenticidade por meio da Psicomotricidade Relacional. Além disso, acreditamos que as habilidades motoras e as demandas afetivas, sociais e relacionais das crianças possam ser expressas de forma espontânea dentro do ambiente escolar.

O objetivo da Psicomotricidade Relacional na Escola é promover o desenvolvimento integral das crianças, envolvendo os aspectos cognitivo, social, psicoafetivo e psicomotor. Contribuindo para o desenvolvimento dos processos de aprendizagem, promovendo a autonomia criativa, estimulando o ajuste positivo da agressividade e desenvolvendo a aceitação de limites. Frequentando as sessões de Psicomotricidade Relacional as crianças tiveram a possibilidade de: prevenir-se de possíveis dificuldades motoras, verbais e gráficas, aliviando-se das tensões do dia-a-dia, integrando-se mais facilmente com os colegas e demais membros da comunidade escolar, elevando a capacidade para enfrentar situações novas, reconhecendo e aceitando com mais facilidade os próprios limites e os limites sociais e, finalmente, despertando para o desejo de aprender.

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