Há muito tempo que observo o enorme interesse por parte de qualquer criança, adolescente e até mesmo adulto, pela “contação” de histórias. O ato de ouvir e ver são naturais, acontecem a todo momento e quando estimulados de forma criativa, despertam diversas emoções e sentimentos, com isso a imaginação e o interesse pela LEITURA. Dentro dessa perspectiva, experimentei muitas maneiras e nuances na “contação de histórias” e em geral sempre obtive retorno nos aspectos que julgo como muito importantes no ato de educar que são: motivação, atenção, interação e resultado positivo no sentido de trabalhar VALORES e desenvolver o interesse pela LEITURA. Apesar de termos um conteúdo a ser assegurado, sempre acreditei que o maior papel de um EDUCADOR seria o de transformar um aluno em LEITOR. Aquele que lê por prazer e pela busca do conhecimento. Acredito que a LEITURA é uma das grandes formas de criarmos condições nos jovens de serem mais eficientes na sociedade. Agentes de seu destino, sabedores de sua função e importância como ser humano.

Ainda que estejamos enfrentando dificuldades e a educação esteja longe de ser ideal, não podemos deixar que certos entraves nos impeçam de tentar, inovar e criar condições onde a alegria, a criatividade, a satisfação e o lúdico estejam presentes. Nesse sentido, procurei caminhos diferenciados para estimular os alunos pela busca da leitura, e nessa busca, percebi esse “canal” que seria o ato de contar histórias. Então, propus aos alunos que faríamos uma CASINHA DA VOVÓ, onde eles trariam objetos antigos que tivessem sido de uma época que não conheceram e eu montaria essa casinha em um cantinho da biblioteca. Após enviar comunicado aos pais, orientando-os de meu pequeno projeto, aguardei a chegada desse material. Fiz uma pesquisa, defini os móveis da época e criei essa "casinha" com cadeira de balanço, gatinho aos pés da mesma, cestinha com lãs, agulhas, livros de histórias, quadro com a velha foto de casamento na parede, ferros à brasa de passar roupa, máquinas de costura a mão, xales, chinelinhos de tricô, santinhos no criado mudo, pilão, fogão à lenha e vitrola a tocar. Chegado o dia, me vesti de vovó e contei histórias onde priorizei VALORES morais e éticos. Tudo com bom humor e finalizando com biscoitinhos. Não há nada mais prazeroso para quem conta uma história, que ver o olho brilhando, o riso fácil, o encantamento na face e ao final ouvir um “conta de novo?” O ato de contar histórias é antes de tudo um ATO DE AMOR.

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