Existem dois tipos de professor: aquele que é por vocação e o que é por ocasião. Tenho certeza de que sou a primeira opção dessas duas.
Um grande amigo meu, também da Educação, diz que existem dois tipos de professor: aquele que é por vocação e o que é por ocasião. Tenho certeza de que sou a primeira opção dessas duas.
Sem saber o que fazer da vida, estava terminando meu ensino médio e trabalhava em um comércio da minha mãe. Como a loja iria fechar, fiquei em pânico e um professor que eu admirava demais chamou-me para trabalhar na escola em que estudei boa parte de minha vida. Fui.
Comecei trabalhando no laboratório de informática mas, quando percebi, eu estava responsável por dar aulas de informática com softwares educativos para alunos do Ensino Fundamental I e II.
Lembro-me da primeira vez em que um aluno se dirigiu a mim como “professora”! A sensação foi tão boa que, naquele momento, decidi: faria algum curso que me habilitasse professora.
Não foi difícil decidir. Em pouco tempo escolhi fazer Letras, afinal, amava o universo da Língua Portuguesa! Já no segundo ano da faculdade comecei a lecionar e, a partir daí, percebi que não passaria a vida trabalhando mas, sim, fazendo o que amo: ensinando, trocando experiências e aprendendo com os meus alunos!
Sou muito feliz, mesmo com os obstáculos que surgem. Consigo superar cada um deles porque sei que desafios nos fazem crescer e, nos dias de hoje, competir com internet, jogos eletrônicos e televisão é algo muito complicado. E adoro vencê-los, mesmo que de vez em quando!
No decorrer desses quinze anos em sala de aula, só tenho acumulado histórias fascinantes e que me fazem querer mais e mais!
E foi assim que presenciei minha primeira “pérola”!
A 5ª série (hoje 6º ano) deveria ser introduzida no mundo da web e começariam por aulas teóricas. Busquei informações, montei minha primeira aula e o ambiente, dessa vez, não seria o laboratório de informática e, sim, a sala de aula.
Mas estava lá e tinha de começar!
Ao explicar como funcionava a internet, que era uma troca constante de informações, um aluno levantou sua mão e ficou aguardando que eu o chamasse. Pânico! A primeira dúvida que eu tiraria em minha vida como professora.
Olhei para ele com o coração palpitando e veio a pergunta: “Professora, como é que um computador pega AIDS?”. Risos na sala inteira. E eu? Deveria rir? Deveria manter a expressão séria? Na verdade, estava tão tensa que demorei alguns segundos a entender que, na verdade, ele queria saber como um computador pegava VÍRUS!!! E ele realmente perguntou na inocência e, a partir daí, percebi que (brincando ou não) as pérolas seriam comuns na minha carreira e cabe a cada professor saber como lidar com elas. Mas nunca expondo seu aluno e, ternamente, responder ou corrigir o que o aluno quer e precisa saber!
Em tempo, corrigi o aluno dizendo que, na verdade, o termo era vírus, o que rendeu ainda mais dúvidas, como as das doenças sexualmente transmissíveis! Essa história acabou rendendo uma parceria com a professora de ciências da turma e, daí, nasceu a primeira pesquisa na internet que eles tiveram de fazer! Foi demais!
Beijinhos e até a próxima!