Como Desenvolvi um Trabalho com Portadores Necessidade Especial No início do ano de 2008, numa reunião pedagógica, fomos informados que iríamos receber portadores de necessidades especiais na nossa escola. Fiquei pensativa e ao mesmo tempo perplexa, pois, apesar desse apoio, sem dúvida minha grande preocupação era como iria desenvolver minhas aulas com esses alunos. Os referidos alunos, que iremos chamar de Ciro e Leda, estavam matriculados em uma turma do oitavo ano com trinta e cinco adolescentes bastante imperativos. No início, para começar a trabalhar com essa nova realidade, primeiro pesquisei sobre o assunto propriamente dito, em sites, livros e revistas. Para mim, o planejamento era a corrida contra o tempo, pois, entre o planejamento da escola e o início das aulas, durou um período de no máximo uma semana. Decidi-me então a me debruçar no meu plano de aula com outro olhar.
A partir do conteúdo, além de planejar minha aula, cumpria-me ter um plano A e sempre um B, para que atendesse a necessidade de Ciro e Leda, ou seja: a partir de então, meu trabalho dobrou.O livro que adotávamos era o Take Your Time (vol. 3). Então, à medida que eu ia adentrando nas unidades, ia me planejando e fazendo meus ajustes. Nas atividades orais, era simples, pois Ciro e Leda acompanhavam tranquilamente. E para cada unidade na medida do possível, eu iria adequando um material didático, conforme o conteúdo. Em cada aula, eu ia observando o que dava mais certo, tanto minha conduta na produção do material quanto o material produzido. Produzi flash cards, que foram utilizados de acordo com cada conteúdo estudado, nos quais o primeiro foi de lixas ásperas e mudei para papel camurça. Além dos flash cards imprimi mapa dos Estados Unidos e passei cola dimensional nas bordas. Para aula de vocabulário de alimentos, levei algumas frutas e verduras e fiz uma dinâmica com toda a turma para esse vocabulário.Outra estratégia utilizada era o toque que eu fazia neles para expressar o que eu estava dizendo. O ensino das direções, eu usava minha mão para tocar neles à proporção que ia falando para turma. Os resultados obtidos desta experiência foram realizações de atividades evidenciando-se o que a turma aprendeu inclusive Ciro e Leda. Com essa experiência percebi que não enxergamos que eles nos veem muto muito mais do que eles nos percebem, Tânia Maria Pereira Fernandes – C.E.E.E.A – Sesquicentenário – João Pessoa – PB