A forma como as crianças de educação infantil aprendem sempre foi um aspecto de preocupação para mim, como educadora. As estratégias de abordagem de conceitos destinados ao aprendizado formal nesta faixa etária têm, nos últimos anos recebido investimento tanto nas ciências, como nas políticas públicas. As escolas que atendem as crianças da primeira infância caminham no entendimento de que o atendimento aos pequenos precisa ultrapassar o aspecto do cuidar despertando o olhar para o educar com intencionalidade. Estando na coord. pedagógica de escola percebi que dadas algumas mudanças funcionais, alguns professores com perfis de escolas de ensino fundamental assumiram as turmas e apresentavam certas dificuldades e até resistência em atribuir significado curricular às expectativas de aprendizagem de maneira lúdica na rotina, visto que este é o meio pelo qual os infantes aprendem e se relacionam com o mundo.
Rotineiramente fazia as intervenções quando das visitas em sala, sugeria repertório de estratégias, trazia textos teóricos e relatos de experiências para estudo em HTPC. Na busca de enfatizar a ludicidade e fomentar a aprendizagem prazerosa, propus a Semana do Brincar. Frente às dificuldades, mas contando com o apoio da direção, organizamos a logística e cronograma de uso do espaço externo da escola, promovendo vivências de interação e brincadeiras, respeitando a manifestação de preferências e singularidades. Foi um sucesso! Divulgamos a importância da ludicidade junto aos pais, fundamentamos a necessidade desta metodologia junto à comunidade escolar e a partir da mobilização, a prática pedagógica foi aprimorada no decorrer dos bimestres. No próximo ano letivo assumi o Programa Municipal de Formação para Professores de Educação Infantil.
Foi a oportunidade que tive de divulgar a prática bem sucedida ocorrida em “minha escola”, o que multiplicou a proposta da Semana do Brincar a toda rede mun., incluindo o ensino fundamental, o que foi mais um degrau na escada do desafio. Atualmente esta semana faz parte do calendário letivo e serve de fomento à exploração das múltiplas linguagens, validando a criança como cidadã produtora de conhecimento, criadora de cultura e que, futuramente refletirá o impacto de uma Ed. Inf. real, mas que busca o ideal através da humanização, acolhimento, escuta e afeto a que nós, seres humanos somos movidos. Nossa meta é “Fazer a criança feliz!”. Débora Santos CEI/EMEI Mª Carlita S. Guedes SME/Caraguatatuba