É importante que os jogos pedagógicos sejam utilizados como instrumentos de apoio, constituindo elementos úteis no reforço de conteúdos já apreendidos anteriormente. Em contrapartida, essa ferramenta de ensino deve ser instrutiva, transformada numa disputa divertida, e, que consiga, de forma sutil, desenvolver um caminho correto ao aluno.
Um dos desafios no ensino de química é construir uma ponte entre o conhecimento ensinado e o mundo cotidiano dos alunos. Com a finalidade de tornar o ensino de conceitos mais palpáveis e mais alcançáveis a realidade do aluno, uma equipe formada por professores como Rosineide Batista da Silva, Edson Barbosa da Costa, Sady Salomão Alves da silva, Welton Bentes de Souza, Aline Moraes de Moraes e Camila Correa Barreiros, e o apoio do Projeto “Ciência em Ação II”, do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência –PIBID /CAPES-IFPA, buscaram utilizar o jogo denominado bingo dos elementos químico com alunos da Escola Coronel Sarmento, para a compreensão da disposição dos elementos na tabela periódica, sobre os dados de cada elemento, tais como: número atômico (Z), sua massa, família e período a que pertence e sua propriedade periódica.
Este jogo proporcionou uma nova abordagem para o ensino da tabela periódica, podendo ser utilizado para discutir com aluno o contexto histórico e a evolução do conhecimento, despertando o senso crítico do aluno. Através dos resultados obtidos da aplicação do jogo do bingo dos símbolos químicos, sugerimos que esta metodologia é eficiente no processo de consolidação de conteúdos de química ministrado: símbolos químicos, estrutura da tabela periódica, propriedades periódicas e origens de alguns elementos químicos.
Diante do que vivenciamos em sala de aula com a execução da atividade, notamos que o jogo é um material didático motivador, dinâmico e válido na aprendizagem de conceitos científicos. Além de mobilizar o raciocínio e outras competências cognitivas. E, de acordo com o que foi analisado, toma-se uma maior consciência do potencial que recursos pedagógicos como jogos podem oferecer no processo ensino-aprendizagem. Sugere-se que os profissionais da educação façam mais uso do brincar, pois a atividade lúdica envolve o educando, tirando esse aluno do lugar passivo que geralmente ele se coloca ou é colocado. Ressalta-se, portanto a relevância desse trabalho no sentido de não só apontar caminhos para motivar nossos alunos, mas também de relevar a grande necessidade de conhecer melhor os processos relacionados ao contexto.