A proposta de intervenção pedagógica, O cinema na sala de aula, por meio do filme Colegas, vídeo com entrevista de Fernanda Honorato, primeira repórter com síndrome de Down do mundo, no programa Jô Soares e sua participação no município de Cianorte – PR, no Evento Nada Sobre Nós, Sem Nós e parte do material didático pedagógico Folhas Identidade X Preconceito de minha autoria, trabalhada com os estudantes do 8º Ano, turma Helena Kolody, turno manhã, do Colégio Estadual Igléa Grollmann – EFM, em virtude de que no próximo ano, provavelmente o mesmo receberá a matrícula no 9º ano de uma estudante com síndrome de Down. A referida proposta teve por objetivos aliar a cultura sistematizada no âmbito escolar à prática reflexiva dos estudantes, à arte, à literatura, e aos processos ensino e aprendizagem, de maneira motivadora, introspectiva e prazerosa; aprofundar no conhecimento das mediações pedagógicas para o desenvolvimento dos mesmos; estudar a inclusão e exclusão que ocorrem em sala de aula e o preconceito como fator impeditivo para o desenvolvimento de potencialidades.

Ela se justifica ante o índice elevado de pessoas que se pautam em algum tipo de preconceito no ambiente escolar, interferindo sobre os objetivos da escolarização, como pode ser constatado na prática cotidiana e nos resultados de uma pesquisa de amplo alcance: “(…) 99,3% dessas pessoas demonstram algum tipo de preconceito étnico-racial, socioeconômico, com relação a portadores de necessidades especiais, gênero, orientação sexual ou territorial. Os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito, com 98,9% das pessoas com algum nível de distância social (…)” (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, 2009). Sobre a metodologia, norteada pela perspectiva vigotskiana, foram previstas investigações bibliográfica e empírica, por meio de um estudo de caso envolvendo uma aluna com a referida síndrome e trabalho de pesquisa e apresentados em seminários pelos estudantes em questão.

Hoje, diversificar as aulas é primordial para avançar em nossa reflexão crítica, bem como estimular o interesse dos alunos pela aprendizagem e, assim sendo, a escola promoverá meios pedagógicos para desenvolver as funções psicológicas superiores dos estudantes. Espera-se contribuir para o reconhecimento da importância da escola, do conteúdo curricular e da mediação pedagógica para o desenvolvimento das funções cognitivas e sócio-afetivas dos estudantes com ou sem deficiência, o repensar da prática docente.

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