Acredite, é possível! Em 2013 assumi uma turma de 5º ano, antiga 4ª série, com um grupo de alunos com um déficit significativo na alfabetização. Trabalho numa escola pública em Ceilândia, nona Região Administrativa do Distrito Federal. É a cidade mais populosa do DF e tem um grande número de pessoas de baixa renda e escolaridade. A comunidade da escola em que leciono tem uma particularidade: as crianças passam pouco tempo com suas famílias, pois em um turno estão na escola e no outro estão nas creches, por tanto, o acompanhamento familiar é menor que o necessário. Em função disso, muitas das crianças que precisam de alguma assistência extra de suas famílias, no que tange a avaliações clínicas e investimento na sua saúde física ou mental, acabam por ter suas necessidades negligenciadas e as dificuldades de aprendizagem se arrastam anos a fio. Foi neste contexto que comecei o ano letivo.

As crianças, com idades entre 9 e 13 anos, precisavam de intervenção pontual para concluírem com sucesso seu processo de aquisição de leitura e escrita. Para isso, foi necessário um planejamento conciso das atividades de modo a estimular a auto estima daqueles mais debilitados e criar oportunidades de superação das dificuldades existentes. O foco principal foi o desenvolvimento da atenção, concentração, reflexão, produção e registro do pensamento. Para isso, foi desenvolvido um projeto interventivo ao longo do ano, juntamente com reforços, e reagrupamentos de alunos entre as turmas. Estas atividades fazem parte da rotina pedagógica da escola e envolvem vários professores, coordenadores e direção.

O projeto interventivo é uma estratégia de intervenção particular do professor, e difere de uma turma para outra, já que cada uma tem necessidades diferentes. Meus alunos mais comprometidos, fizeram atividades que buscaram desenvolver a atenção, percepção figura-fundo, discriminação visual, coordenação viso motora, representação espacial, psicomotricidade, todas habilidades importantes na construção do pensamento e seu registro. As atividades impressas eram feitas individualmente durante uma semana a cada bimestre, a turma era dividida em dois grupos e os que já haviam superados estas dificuldades davam segmento a tarefas comuns ao 5º ano, enquanto os demais se aplicavam nos exercícios de leitura e escrita. O laboratório de informática da escola também foi uma importante ferramenta de apoio, pois o computador era usado como ferramenta de escrita e muitos desafios acontecia

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