Tudo começou quando uma aluna trouxe sementes para sala de aula, me perguntado logo de imediato: professor! Que sementes são essas? Fiquei surpreso com a pergunta, como sou professor de biologia, logo fiquei ansioso para oferecer a resposta, prometi que ia levar a semente para casa para tentar identifica-la, aquilo ficou martelando em minha cabeça, precisava dar uma resposta se não fosse conclusiva pelo menos a família botânica da planta certamente lhe daria. Na aula seguinte respondi que era uma leguminosa, pois estava dentro de vargens, característica principal da família dessa planta. Perguntei de imediato onde ela tinha obtido as sementes, ela me respondeu que era de uma floresta próxima de sua casa. Curioso, pedi para que ela trouxesse um galho da árvore com flores, pois só assim descobriria a espécie.

Como passei todo o meu doutorado dentro do departamento de botânica, as folhas e flores de uma planta são essenciais para se chegar ao nível de espécie. No dia seguinte a mesma trouxe o que pedira, ao analisar o material descobri que era o Pau Brasil, árvore de floresta atlântica que deu nome ao nosso país. Os alunos ficaram bastante curiosos com a informação. Prometi que no próximo encontro ia levar um catálogo de árvores da floresta atlântica para sala. Ao ler o catálogo, percebemos que o pau Brasil estava ameaçado de extinção, juntamente com outras árvores desse bioma. Ao perceber a informação, os alunos ficaram bastante preocupados. Foi ai que me sugeriram a ideia: “professor, porque não fazemos algo para preservar as árvores que estão ameaçadas de extinção”?

Essa pergunta me fez aguçar um pensamento, produzir mudas em viveiros para plantar em praças e jardins da cidade. Ao apresentar a proposta aos alunos, toparam de imediato. O projeto teve início de fevereiro à setembro de 2013 envolvendo cera de 80 alunos do ensino médio da manhã. As espécies escolhidas para o viveiro foram: pau brasil, ipê amarelo, ipê roxo e sucupira. As sementes foram coletadas na floresta próxima, selecionadas e plantadas em garrafas pet cortadas ao meio. Os alunos em revezamento cuidaram das mudas, após 90 dias as plantas foram transplantadas em terra firme no jardim da escola e em quatro praças do bairro. E de pensar que tudo começou com uma semente que despertou à todos o senso de preservar as plantas ameaçadas de extinção me deixou muito feliz . Inaldo do Nascimento Ferreira, Escola Polivalente de Abreu e Lima, Abreu e Lima/PE.

Receba NossasNovidades

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Receba NossasNovidades

Assine gratuitamente a nossa newsletter e receba todas as novidades sobre os projetos e ações do Instituto Claro.