Sempre acreditei que educação estava ligada diretamente à sala de aula e que o método formal era mais eficiente. Esse ano descobri o porque estava enganada. Em Julho de 2013 tive a experiência mais emocionante e inspiradora da minha vida. Após meses fazendo um curso de História Judaica com outros 100 jovens, fomos sentir um pouco do que foi o Holocausto. A idéia era simples, iríramos visitar os campos de concentração por onde passaram nossos bisavós e avós, de onde alguns fugiram e aonde alguns foram cruelmente assassinados.

Embora estivéssemos preparados para emoções, foram poucos que seguraram suas lágrimas durante a viagem. O trabalho foi duro, foram filmes pesados, textos longos, atividades trabalhosas e discussões de uma tarde inteira até estarmos minimamente preparados para entender tudo aquilo, mas tenho certeza que nenhum dos alunos se arrependeu do esforço para estar lá. A viagem não foi barata, o fundo comunitário colaborou com o que podia para facilitar, mas só foi até o fim quem realmente queria aprender mais, isso fez toda a diferença para o grupo. Não fosse todo o trabalho de preparação, acho que pouquíssimos de nós entenderíamos de fato o que estava diante dos nossos olhos. Por mais que na escola tenham ensinado, por um método formal e tedioso, estar lá e querer aprender por uma opção minha foi crucial para o meu aprendizado.

Eu não ia muito bem na escola nas aulas de história, para mim era uma tortura. Mas ver com meus próprios olhos tudo aquilo e entender que essa era a história da minha família e do meu povo, despertou um sentimento de curiosidade que estava escondido. História passou a ser importante e interessante. Ao longo das semanas de viagem tivemos educadores dos mais diferentes tipos: historiadores, cientistas sociais, geógrafos… E interagir com outros jovens enriqueceu muito a viagem. Cada um colaborou da sua maneira, perguntando, ouvindo, explicando, dando suas opiniões, criticando ou mesmo segurando a mão e abraçando quem chorava. Alguns levavam consigo fotos e depoimentos de membros da família para compartilhar conosco. Não consigo pensar em outro modo mais bonito de ensinar, o processo todo de aprendizagem fui bem sucedido. Tornar o aprendizado algo de interesse pessoal adicionou emoção, e é isso que vai nos ajudar a lembrar pra sempre o que aprendemos. Não foi uma simples aula de história. Foi, acima de tudo, uma aula sobre preconceito.

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