A ARTE DE EDUCAR Através do presente relato desejo compartilhar minha experiência em sala de aula com meus colegas educadores e mostrar que a educação é parte de um complexo de ações e que seu êxito pode ser alcançado a partir de simples atos. Para minha surpresa assumi uma turma do barulho, os alunos mostravam-se apáticos, dispersos, desinteressados em qualquer troca de aprendizado. Precisava traçar estratégias, mudar o rumo de minhas aulas, focar em novos objetivos. Estabeleci nova metodologia de trabalho, todos os dias levava para sala de aula, frases e pensamentos, afim de juntamente com a turma iniciarmos um diálogo sobre o assunto, a tentativa foi um fracasso, os alunos não participavam e eu continuava refletindo comigo mesmo. Não desisti, foram dias e meses a procura de apenas um objetivo educar. A angústia tomava conta de mim, mas era preciso continuar. Ao abordar a temática Descolonização da África, trouxe o filme “Diamante de Sangue” para exemplificar a teoria dada em sala de aula. Durante o vídeo os alunos conversavam em voz alta, levantavam, riam tornando o ambiente tedioso, mesmo assim em vários momentos solicitei o silêncio e a atenção dos mesmos, enfim consegui manter a turma até o final do filme. Várias vezes durante o filme pensava, “… a parte mais constrangedora esta por vim, o DEBATE”. Aos poucos, lançava questões relacionada ao tema de maneira sucinta, sinceramente eu não esperava retorno, pois não haviam prestado atenção. Mas o inesperado aconteceu, alguns alunos começaram a se aprofundar no assunto, levantando os pontos positivos e negativos, um momento que me recordo bem foi quando um dos alunos disse: “professora, o diamante mais precioso para Sólomon era a busca de sua família (…)”, foi demais, confesso um dos pontos cruciais de nossa sociedade estava sendo refletido. Para complementar nossos entendimentos propus trazer frases de pensadores como Nelson Mandela, Gandhi e Che Guevara, cada aluno foi sorteado com uma frase e incentivado a expressar sua ideia. Foi muito gratificante ver o desejo por opinar e fazer a diferença naquele momento. A partir desse mero relato, chegamos a conclusão que é necessário que os educandos sejam protagonistas dessa aventura desafiadora que é o aprender, para isso, a estrutura deve estar firme, fixa, inabalável. Educar é uma arte que nasce dentro de nós, cresce com o prazer em praticá-la e morre quando desistimos de acreditar.

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